PAICV diz que a política económica do atual governo está errada

27/11/2019 15:44 - Modificado em 27/11/2019 15:44
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A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), desafia Ulisses Correia e Silva a substituir os anúncios, pelo balanço, e começar a dizer aos cabo-verdianos, e, particularmente, à juventude, o que se fez nestes anos e quais os resultados desta atual governação e que impactos isso teve na vida dos jovens.

O debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sobre juventude, qualificação e emprego, é um dos pontos marcantes da segunda sessão plenária de novembro do Parlamento cabo-verdiano, que arrancou esta quarta-feira, 27.

Janira Hopffer Almada diz que passados quase quatro anos dos compromissos assumidos pelo governo do MpD com a juventude cabo-verdiana, referindo-se às promessas de mais emprego, às 50 bolsas de estudo, por ano, nas melhores Universidades do Mundo, a isenção no pagamento de propinas em todos os níveis de Ensino, a bonificação do crédito para a habitação Jovem, entre outros, o governo mostra-se sem resultados, perante uma “grande insatisfação da juventude que se sente defraudada e está profundamente desiludida com a sua governação”.

E aponta os efeitos da atual política do governo, desde da desmantelação da Direcção Geral da Juventude, passando pelo Corpo Nacional de Voluntários, que já não existe, entre outros, alegando que neste momento, a situação do associativismo juvenil no país é caótica.

A líder do PAICV diz que o governo anterior, sustentado pelo PAICV, “com muito esforço de muitos, o país edificou um Sistema de Formação Profissional, porque esta é uma importante medida ativa de emprego”

Foi, também, construída uma Rede de 14 Centros de Emprego e Formação, e que mais de 30 mil jovens foram formados com uma taxa de empregabilidade de cerca de 70% e em áreas alinhadas com a estratégia de desenvolvimento do país.

Um contraste que, segundo Janira Hopffer Almada, apesar de se propalar o crescimento de 5%, esse crescimento não está a gerar empregos. Isso porque considera que a “política económica está errada”.

“É uma política que não aposta em reformas estruturantes que o país precisa. É uma política que não consolida os sectores estratégicos da economia. É uma política que desinveste na agricultura, que ignora as pescas e que não qualifica o turismo, que ataca a concorrência e desmantela a regulação, que desvaloriza o papel da Inspeção do Trabalho”, sustenta.

Portanto, salienta que o que se assistiu nestes últimos anos foi uma política “estribada no marketing e na publicidade enganosa”.

Onde se nota, no seu entender, sem resultados, perante uma grande insatisfação da juventude, que se sente “defraudada” e que está “profundamente desiludida” com esta governação”.

 “Depois, e não conseguindo gerar empregos – aliás, em 2 anos, destruiu 15 mil empregos – “retira da cartola”, os estágios profissionais, para compensar os jovens e os tentar iludir, mais uma vez”.

Apesar de reconhecer os estágios profissionais como uma boa medida, “esperamos que não se esteja a preparar nenhuma transformação criativa de estagiário em alguém que esteja efetivamente empregado, para, depois, se vir mascarar uma descida na taxa de desemprego”, frisa.

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