Governo chileno diz que situação no país é um “aviso” para toda a região

27/11/2019 01:25 - Modificado em 27/11/2019 01:25
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O ministro dos Negócios Estrangeiros do Chile, Teodoro Ribera, alertou hoje a Organização dos Estados Americanos (OEA) que o que aconteceu no seu país, abalado por protestos violentos, é um “aviso” para a região.

“O que aconteceu no Chile é, de uma forma ou de outra, um aviso para todos”, disse Teodoro Ribera, numa intervenção na sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA, na qual participou para relatar os protestos sociais e a violência naquele país e as medidas adotadas pelo Estado.

O ministro chileno lembrou os “importantes progressos” do país nas últimas décadas, mas explicou que o crescimento económico não garante paz social.

“Muitos de vocês perguntam-se como é possível que esses eventos aconteçam no Chile, quando o país tem uma democracia estável, um forte Estado de direito e um crescimento económico, social e cultural que dura há décadas”, admitiu.

Teodoro Ribero explicou que, embora o seu país tenha tido crescimento nos últimos 30 anos, “nem tudo é alcançado com o crescimento económico”.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, disse que este é um “momento especial” para aquele hemisfério”, frisando que os desafios são “diversos”.

Em relação ao Chile, Luís Almagro enfatizou que o país “deu um exemplo nesta fase”, como fez nos anos 1980, quando ensinou “lições valiosas para governar numa transição complicada através do diálogo e de acordos multipartidários”.

A crise social sem precedentes que abala o Chile há cerca um mês provocou pelo menos 22 mortos e mais de 2.000 feridos, segundo o Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH).

As manifestações no Chile surgiram inicialmente em protesto contra um aumento do preço dos bilhetes de metro em Santiago, decisão que seria suspensa e posteriormente anulada pelo Governo liderado pelo Presidente chileno, Sebastián Piñera.

Mas, apesar do recuo das autoridades, as manifestações e os confrontos prosseguiram devido à degradação das condições sociais e às desigualdades no país.

Por Lusa

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