Museu do Mar recebe exposição Grande Guerra: Navios Brasileiros em Cabo Verde

25/11/2019 13:47 - Modificado em 25/11/2019 13:47
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O Museu do Mar recebe uma exposição sobre navios brasileiros torpedeados na baía do Mindelo durante a I Grande Guerra. A exposição vai ser inaugurada esta quarta-feira, 27 de Novembro.

Organizada pela Embaixada do Brasil, a mostra reúne painéis e maquetes das embarcações mercantes afundadas por submarinos alemães em 1917.

De acordo com organização da exposição, “há pouco mais de 100 anos, na manhã de 2 de novembro de 1917, os navios mercantes brasileiros “Acary” e “Guahyba”, atracados no Porto Grande de São Vicente, foram fatalmente torpedeados pelo submarino alemão U-151”.

E que além de sua natural repercussão em Cabo Verde, a agressão alemã em São Vicente marcou fortemente a opinião pública brasileira e influenciou o engajamento do Brasil na I Grande Guerra. “Rememorar os detalhes deste episódio é o propósito da exposição Grande Guerra: Navios Brasileiros em Cabo Verde, que será inaugurado nesta quarta-feira, 27/11, às 11h00, no Museu do Mar, no Mindelo”, refere o mesmo documento.

A exposição, organizada pela Embaixada do Brasil em Cabo Verde, com apoio da Missão Naval da Marinha do Brasil em São Vicente e do Instituto do Património Cultural de Cabo Verde, estará patente no primeiro andar do Museu do Mar, no Mindelo.

Será constituída por três grandes painéis, com imagens e textos, e três maquetes de navios. Além do episódio do torpedeamento dos vapores mercantes brasileiros, a exposição aborda a contribuição da Divisão Naval de Operações de Guerra, estruturada pela Marinha do Brasil, para o patrulhamento das águas cabo-verdianas, no contexto do esforço de guerra das forças Aliadas contra as Potências Centrais.

O ataque no Porto Grande aos dois vapores brasileiros, que transportavam para a Europa carregamentos de couro e café, resultou em duas vítimas fatais – os foguistas António Moura Lima e Octaviano Vargas de Souza. Os feridos foram levados ao hospital do Mindelo, onde receberam todos os cuidados necessários. Vestígios do ataque de novembro de 1917 podem ser vistos ainda hoje por mergulhadores na baía de São Vicente.

Para o Embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos de Araújo Leitão, a exposição a ser inaugurada, contribui para rememorar fatos históricos que aproximam brasileiros e cabo-verdianos. “A recuperação dessa memória serve à celebração da paz e ao propósito comum do Brasil e de Cabo Verde de manter o Atlântico Sul como uma região livre de toda presença militar que não seja de cooperação”, observa.

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