Mulheres cabo-verdianas e as Mudanças Climáticas

25/11/2019 01:34 - Modificado em 25/11/2019 01:34
| Comentários fechados em Mulheres cabo-verdianas e as Mudanças Climáticas

Cabo Verde participa, através do Movimento Eco-Feminismo, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que terá lugar em Madrid, Espanha, de 2 a 13 de Dezembro 2019.

Durante a conferência, o Movimento irá trabalhar no grupo Género e Clima, para garantir, doravante, que as vozes das mulheres cabo-verdianas e os seus direitos sejam ouvidos e incorporados em todos os processos e resultados da estrutura da Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. “Convenção essa que tem como objectivo estabelecer a base para a cooperação internacional sobre as questões técnicas e políticas relacionadas ao aquecimento global”.

 Entretanto, uma das maiores preocupações que o grupo levará para o debate são questões relacionadas às mulheres rurais e as condições das mulheres das zonas piscatórias que vivem das extracção de inertes.

Conforme esclarece o Movimento Eco-Feminismo, os seus objectivos são, entre outros, reforçar a resiliência e a liderança das mulheres e trazê-las para o centro das políticas no contexto actual das mudanças climáticas, através da advocacia e com medidas de acções para mitigação e adaptação para fazer face a essas alterações.

Entretanto, o movimento quer que o país tenha uma representação significativa dos jovens no COP 25 para fazer valer a voz da juventude e da sociedade civil cabo-verdiana engajada nas questões do género e das mudanças climáticas e apoiar a delegação governamental durante a conferência.

“O COP 25 é uma oportunidade para o Movimento Eco-feminismo reforçar a sua influência e a importância do seu papel a nível local e internacional, fortalecer as competências e as capacidades de intervenção dos seus membros, assim como expor desafios de Cabo Verde, enquanto um pequeno estado insular, e um conjunto de boas práticas que vêm sendo realizadas pelos jovens, pelo governo e pelas organizações da sociedade civil no país, para combater a seca e as alterações climáticas, explica a organização.

Como um país pequeno e insular, Cabo Verde vem sofrendo impactos severos das alterações climáticas e, recentemente, entrou na lista de 41 país que precisam de assistência alimentar devido aos 3 anos de seca consecutivos e ao baixo desempenho do sector agrícola e pastoril.

Por causa disso, e em jeito de sensibilizar a população cabo-verdiana sobre os impactos das mudanças climáticas na segurança alimentar do país, o Movimento Eco-feminismo Cabo Verde tem engajado vários atores sociais, dentre os quais, os pesquisadores nacionais, ativistas social, de género e de mudanças climáticas, o Governo e a sociedade civil para juntos fazer o Mapeamento de soluções em matéria de políticas públicas, género, mudanças climáticas e o desenvolvimento sustentável, através de abordagens interdisciplinares e com perspectivas e conhecimentos locais.

A missão do Movimento Eco-Feminismo Cabo Verde é reconectar as mulheres cabo-verdianas à natureza e ao meio ambiente e defender os seus direitos, através da advocacia e sensibilização sobre o seu papel na conservação e proteção do meio ambiente, assim como a importância da sua integração nas decisões das ações e políticas estratégicas de adaptação e mitigação face as mudanças climáticas.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.