Educação Moral e Religiosa Católica: Fraca adesão no secundário e boa adesão no ensino básico

21/11/2019 23:43 - Modificado em 21/11/2019 23:43
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Por ano de escolaridade, a adesão de alunos inscritos na disciplina da Educação Moral e Religiosa Católica em São Vicente, no 1º ano é de 70%, no 5º ano de 51% e no secundário é menos de 1%.

Em São Vicente são 4 escolas da ilha que estão a lecionar a disciplina da Educação Moral e Religiosa Católica, nesta primeira experiência, a nível nacional que engloba três escolas do ensino básico, as escolas Valentina Lopes da Silva, a Escola Nova de Ribeira Bote e a Escola Humberto Fonseca e a escola Secundária Jorge Barbosa.

De acordo com os dados do Departamento de Estatística e Planeamento da Delegação do Ministério da Educação de São Vicente, e apesar de ser uma experiência piloto, tem registado uma boa adesão de participação nesta disciplina no ensino básico e menos no secundário.

Os números avançados indicam que dos seiscentos e noventa e quatro alunos do 1.º, 5.º e 9.º ano de escolaridade que compõem o universo de inscritos nas aulas de Educação Moral e Religiosa Católica, apenas 250 efetivaram a matricula.

A disciplina está a ser implementa a nível experimental nas escolas públicas pelo Ministério da Educação, conforme previsto no acordo jurídico assinado entre a Santa Sé e o Estado de Cabo Verde.

Na Escola Valentina Lopes da Silva, dos 73 alunos do 1º ano que se inscreveram, 71 encontram-se matriculados. Na Escola Nova de Ribeira Bote, também no 1º ano, dos 42 alunos inscritos, 37 estão matriculados e dos 114 alunos que se inscreveram do 5º ano, 73 frequentam as aulas.

Na escola Humberto Durante Fonseca foram escolhidas as turmas do 5º ano. Foram inscritos 108 alunos e apenas 48 frequentam estas aulas.

Na escola Secundária Jorge Barbosa, dos 357 matriculados do 9º ano, apenas 28 alunos se inscreveram.

De acordo com a Delegada de Educação da ilha, esta fraca adesão dos alunos do 9º ano é justificado pelos fatores como a idade. É que segundo, Maria Helena, a disciplina tem carácter optativo, em que aos alunos até 15 anos é preciso uma autorização dos país e encarregados de educação e “como nestas turmas existem alunos, com mais de 15 anos e não precisam de autorização, não tem interesse em assistir e também possuem uma forte influência aos pais e o próprio desconhecimento da disciplina, o preconceito”, fazem com que os alunos não se interessem.

Em relação ao ensino básico o trabalho de sensibilização, conforme esta profissional, está na base desta adesão dos alunos. E os que não assistem são alunos de outras religiões.

Estão a ser contemplados, nesta primeira experiência, o 1.º o 5.º e o 9.º ano de escolaridade.

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