Sal acolhe conferência sobre cibercrime: Enfrentar e prevenir ataques virtuais

21/11/2019 01:41 - Modificado em 21/11/2019 01:41

A ilha do Sal acolhe no próximo dia 22 de Novembro, a XVI Conferência dos Ministros da Justiça dos Países de Língua Oficial Portuguesa, com o tema combater o cibercrime.

“Combater o cibercrime: um novo desafio para a justiça”, é o tema central desta conferência, que segundo a organização, atendendo ao facto de ser uma questão atual, cujo combate exige um esforço conjunto, atendendo a sua especificidade, aos contornos que vem atingindo anualmente e os danos e prejuízos que acarreta.

A rede de criminalidade virtual, ou cibercrime, rompeu limites territoriais e está presente em todo o mundo. As invasões são constantes e a um nível elevado. É um perigo que está espalhado em qualquer lugar e pode invadir diversos dispositivos, como telemóveis, computadores, tablets, desde que conectados à internet.

Para além da assinatura da declaração de Santa Maria, nesta conferência, em que Cabo Verde assume a presidência para os próximos dois anos, serão também apresentados as principais conclusões do seminário internacional sobre cibercrime e prova eletrónica: harmonização de legislação e a convenção de Budapeste na comunidade do Países de Língua Portuguesa, para além de outros pontos que constam da agenda.

A conferência dos ministros da Justiça dos Países de Língua Portuguesa, deste da sua criação até ao presente, tem desempenhado um papel fulcral para a cooperação na área da justiça, sobretudo no que tange à partilha de experiências, com resultados positivos na promoção e no fortalecimento das políticas de cada país membro. 

Cibercrime

Invadir um computador com códigos maliciosos para quebrar senhas, roubar e manipular documentos e informações, destruir dados, alterar informações, realizar pedófilia, lavagem de dinheiro, fraudes financeiras, assédios, espionagem, chantagens, entre outros delitos, são práticas criminosas frequentes no ambiente virtual.

O criminoso não precisa estar munido de uma arma de fogo ou estar presente fisicamente no local do crime. Ele só precisa acessar o seu computador, uma rede, um software ou um hardware. E para isso existem várias formas.

A prática mais comum é por meio de malwares que invadem e-mails, softwares e páginas da internet por meio da técnica de phishing para influenciar o clique em links infectados por vírus.

Tanto o hacker como o cracker possuem habilidades computacionais em nível de profundidade excepcional. A diferença da nomenclatura, é que o cracker utiliza esse conhecimento para a prática de atividades ilegais em sistemas de computadores interligados à rede. E o hacker pode utilizar da sua capacidade para trabalhar de forma honesta, mas isso também não o impossibilita de praticar o crime, já que detém desse saber.

Fonte: blog.ipog.edu.br

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