Abraão Vicente considera que o futuro da gestão cultural envolve um grande investimento na educação, novas tecnologias e na gestão de dados

20/11/2019 01:00 - Modificado em 20/11/2019 01:00
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Durante o Fórum dos Ministros da Cultura que aconteceu na sede da Unesco, o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas e Presidente da Comissão Nacional de Cabo Verde para a UNESCO (CNU), Abraão Vicente, falou sobre a gestão inteligente dos patrimónios construídos, naturais e imateriais através das novas tecnologias, gestão de dados e da inteligência artificial.

Durante o fórum realizado esta desta terça-feira, 19 de novembro, em que os países convidados se debruçaram sobre o lugar da cultura na política pública e no desenvolvimento sustentável, Abraão Vicente, considera que o futuro da gestão cultural envolve um grande investimento na educação, novas tecnologias e na gestão de dados.

“Com a introdução da inteligência artificial, agregado ao mapa cultural e dos dados das indústrias criativas pode vir a ser uma mais-valia para a gestão do património material e imaterial, a arte e a diversidade cultural”, disse o MCIC e presidente da CNU, durante a sua intervenção.

Para o governante é necessário fazer alguns investimentos para o melhor desenvolvimento e sustentabilidade do setor da cultura e tudo aquilo que a envolve.

A aposta no investimento de infraestruturas culturais públicas, formação contínua e qualificada, o respeito pelos direitos de autor e direitos conexos, a transferência direta de recursos por parte do estado para o setor da Cultura, a formalização das profissões ligadas à indústria criativa, o peso da cultura no PIB, foram outras questões abordadas durante este fórum que acontece 20 anos depois da sua última realização.

Tendo em conta a indicação da Comissão Técnica da UNESCO para a inscrição da Morna na lista representativa de Património Cultural Imaterial da Humanidade, o Ministro da Cultura e presidente da CNU afirmou estar ciente de que a consagração da Morna como Património da Humanidade é um estímulo para a sua preservação. “Acreditamos que essa consagração abrirá caminho para a preservação do nosso património, tanto a nível material quanto imaterial e que, com isso, venha a ter lugar no sistema de ensino”.

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