Actriz brasileira Gabriela Veiga diz que é inesquecível estrear nas Bodas de Prata do Mindelact

12/11/2019 23:58 - Modificado em 13/11/2019 00:00
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A actriz brasileira, Gabriela Veiga fez esta terça-feira, a estreia da peça “Estão a rebentar as Águas”  nas Bodas de Prata do Festival Internacional de Teatro – Mindelact, uma estreia que actriz considerou que não poderia ter acontecido noutro local. Esta que foi também a sua estreia a solo.

A apresentar-se pela segunda vez no palco do Mindelact, diz que este foi um momento de muitas emoções e que por gostar de momentos intensos, optou por escolher este palco para a estreia do seu primeiro solo. “O Mindelact é o local ideal para despejar as primeiras vezes. Amo o jeito que este festival se organiza. Sinto-me acolhida, por isso não há melhor lugar onde pudesse fazer esta estreia, portanto nunca vou esquecer”, frisa esta artista.

Um espectáculo imagético que mescla arte e tecnologia, cuja ideia é colocar experiências transformadoras da sua vida em cena. “Sublimar a experiência e trazer a beleza para o espectáculo”, refere Gabriela Veiga que conta que em Portugal, no momento em que uma grávida vai dar à luz e sua bolsa estoura, diz-se que “Estão a rebentar as águas”. E pegando neste código, para falar sobre situações transformadoras que aconteceram na sua vida e na de outras pessoas.

Fruto de uma pesquisa artística, a peça não é nem o teatro profissional nem performance. “Esta não é uma peça que você assiste e depois diz se gostou ou não. É um espectáculo que você assiste, sente-se junto da personagem”.

Com direção de Robson Catalunha e trilha sonora original de André Abujamra, esta é uma peça que conversa sobre emoções que afloram quando escondidas. Eternamente rodeadas por tudo que dá medo, mas vira coragem. Um espetáculo que conecta o espectador através de códigos imagéticos que vão muito além do verbo. Um momento de pausa.

“É sobre emoções que afloram quando escondidas, em meio ao que dá medo e que vira coragem, o que foge à razão: o sexo, o sonho, a morte, a separação. É sobre a coragem de estar vulnerável. Sobre essa força que situações divisoras de água exigem. Um mergulho de olhos abertos”.

No palco, apenas a atriz e o cenário, que será todo projetado. A atriz interage com as projeções como se fossem parte do seu corpo, do seu texto, do seu ambiente.

Gabriela é atriz, performer e pela primeira vez arrisca-se na escrita e atuação a solo para colocar seus sentimentos e intimidades em cena. Nos últimos anos Gabriela Veiga dedicou-se a muitos grupos e coletivos de teatro que foram a sua escola para a produção artística independente.

Passou pela Cia Os Satyros, pelo Grupo O Teatro Mágico, pelo Núcleo de Pesquisa Vinicius Piedade, pelo Grupo XIX e outras experiências. Agora  dedica-se às suas criações cênicas que, para existirem no contexto político e cultural atual, trabalha para que a arte esteja presente. Dentro do apocalipse dos sistemas tradicionais que vivemos agora, vê a expressão artística como ato de resistência.

EC

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