Familiares da cabo-verdiana que abandonou bebé no lixo moram em Portugal: Instituto de Apoio à Criança (IAC) defende um processo de adoção célere do recém-nascido

12/11/2019 10:58 - Modificado em 12/11/2019 10:58
Embaixada de Cabo Verde em Portugal

De acordo com a imprensa portuguesa, Sara, a mãe da criança, terá chegado a Portugal em 2014. As circunstâncias que a levaram a tornar-se sem-abrigo são ainda desconhecidas.

Os familiares diretos da mulher cabo-verdiana de 22 anos que na semana passada abandonou um recém-nascido num contentor do lixo vivem em Portugal, avança o jornal “Público” esta terça-feira.

Sara, a mãe da criança, terá vindo para Portugal, em 2014, ter com a própria progenitora. “Sabemos que veio depois de 2014, ou nos últimos dois ou três anos, porque esse foi o ano em que fez o pedido de passaporte. Actualmente, os avós e os tios da criança vivem em Portugal. Já conversamos com eles”, disse Eurico Monteiro, embaixador de Cabo Verde em Portugal, em declarações ao jornal.

“Não sabemos o que terá acontecido para ela não viver com eles, ou se os familiares tinham ou não tinham informação sobre o paradeiro dela. De qualquer modo, estranharam a informação de que ela estava a viver na rua”, garantiu.

Adopção

A presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), de Portugal defende um processo de adopção célere para o recém-nascido.

“Casos deste tipo em menos de um ano estão resolvidos, sendo entregue a uma família”, disse Dulce Rocha, presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC), a uma estação de rádio. A antiga procuradora do Tribunal de Menores salvaguarda que não está a par dos desenvolvimentos e das circunstâncias do caso. “Num caso tão óbvio que é o de rejeição da criança e de abandono, inclusive de pôr em perigo a vida, o que me parece é que o destino da criança deve ser um projeto de vida de adopção”, acrescentou.

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