ICIEG disposto a apoiar jovem cabo-verdiana acusada de abandonar o filho recém-nascido no lixo em Portugal

12/11/2019 00:07 - Modificado em 12/11/2019 00:07

Sara, a jovem cabo-verdiana que abandonou o filho recém-nascido dentro de um ecoponto foi rejeitada pelo irmão, residente em Portugal

O Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), avançou hoje a sua total disponibilidade em ajudar e apoiar a jovem cabo-verdiana acusada de abandonar o filho recém-nascido no lixo em Portugal.

De acordo com a RCV, a presidente do ICIEG, Rosana Almeida avançou estar a acompanhar atentamente este caso para um possível apoio através de congéneres ou da embaixada de Cabo Verde em Portugal.

“A articulação foi imediata e ainda esta manhã voltamos à conversa com o Sr. embaixador que nos garantiu que a embaixada em Portugal está a seguir o caso atentamente e que no âmbito da assistência de proteção consular a embaixada já deu instruções para garantir um advogado para a jovem que está detida”.

A  mesma avança que  “por se tratar neste momento de uma questão que envolve a justiça portuguesa, a embaixada segue  o caso e nós também seguimos, vamos deixar a justiça trabalhar e logo que possível ver onde se pode agir no sentido de garantir alguma proteção que a jovem mulher, possa vir a precisar nos próximos dias”.

De lembrar que a jovem cabo-verdiana acusada de abandonar o filho bebé no lixo em Lisboa, encontra-se em prisão preventiva, depois de ter sido ouvida no Tribunal Criminal de Lisboa e indiciada da prática de homicídio qualificado na forma tentada.

O Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) garante dar todo o apoio possível a este caso.

Entretanto, dados avançados hoje pelo Correio da Manhã dão conta que Sara, “foi rejeitada pelo irmão, residente em Portugal”. Adiantando que “a jovem cabo-verdiana, de 22 anos, mudou-se para Portugal há cerca de dois anos para vir morar com um irmão com quem ia mantendo contacto à distância”.

Mas, ao chegar a Portugal, o mesmo “ter-lhe-á dito que não queria manter proximidade, deixando-a à sua sorte”. Sara entrou em Portugal com um visto turístico mas nunca chegou a pedir autorização de residência temporária. Abandonada e sem apoio permaneceu ilegal, foi viver para a rua e dedicou-se à prostituição.

  1. Zelino

    Sinceramente! O ICIEG a meu ver é uma instituição que, em vez de contribuir a igualdade do género, trará mais problemas a Cabo Verde. Esta instituição utiliza a palavra “género”, mas só defende mulheres. O mais grave é que às vezes faz isso às cegas. MUITO CUIDADO CABO VERDE!!!

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