Turquia começou a repatriar jihadistas, 25 viajam nos próximos dias

11/11/2019 13:35 - Modificado em 11/11/2019 13:35

A Turquia começou hoje a repatriar estrangeiros que combateram nas fileiras do grupo extremista Estado Islâmico, prevendo que pelo menos 25 pessoas de cinco países sejam expulsas nos próximos dias.

Os repatriamentos começaram com a partida, hoje, de um cidadão dos Estados Unidos, um da Alemanha e um da Dinamarca, segundo responsáveis turcos citados por agências internacionais.

Seguir-se-ão, “em breve”, 11 franceses, “na maioria mulheres”, nove alemães e dois irlandeses, disse o porta-voz do Ministério do Interior da Turquia, Ismail Catakli.

As diligências para estas expulsões “estão em curso”, assegurou.

Na Alemanha, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Christopher Burger, disse que a Turquia informou Berlim da intenção de deportar uma pessoa na segunda-feira, sete na quinta-feira e mais duas na sexta-feira.

O grupo é composto por três homens, cinco mulheres e duas crianças, cuja nacionalidade alemã foi comprovada.

O porta-voz disse que as autoridades estão a tentar verificar se cerca de 20 pessoas que estão em centros de deportação na Turquia têm nacionalidade alemã, embora a Alemanha não tenha sido notificada até ao momento da sua deportação.

No caso de França, as pessoas em causa serão detidas e apresentadas a um juiz à chegada a território francês, no âmbito do chamado “protocolo Cazeneuve”, um acordo de cooperação policial entre Paris e Ancara para a interceção de jihadistas que tentem regressar à Europa através da Turquia.

A expulsão de combatentes estrangeiros do grupo extremista foi anunciada na sexta-feira pelo ministro do Interior turco, Suleyman Soylu.

Soylu frisou que a Turquia não é “um hotel” para jihadistas e criticou os países ocidentais pela relutância que têm mostrado em receber nacionais que se juntaram ao Estado Islâmico para contribuir para o estabelecimento de um “califado” na Síria e no Iraque.

Alguns países europeus, entre os quais o Reino Unido, retiraram a nacionalidade a combatentes do Estado Islâmico, para impedir o seu regresso.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, precisou que a Turquia capturou 287 pessoas que fugiram de prisões para membros do Estado Islâmico na sequência da ofensiva militar turca lançada no princípio de outubro contra a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG), apoiada pelos países ocidentais, mas considerada terrorista por Ancara.

Os jihadistas em causa estão atualmente em centros de deportação na Turquia, segundo o porta-voz.

Por Lusa

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