FCF quer uma reforma completa do futebol cabo-verdiano no horizonte de 2/3 anos

8/11/2019 16:22 - Modificado em 8/11/2019 16:22

A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) promoveu na noite de quinta-feira, no Mindelo, um debate para recolher subsídios que deverão ser incorporados ao diploma da reforma do futebol cabo-verdiano em todas a vertentes, afirmou Gerson Melo, da direcção da Federação Cabo-verdiana de Futebol.

A iniciativa, conforme este dirigente desportivo avançou, após quase duas horas de apresentação deste tema no centro de Estágio da FCF, advém do congresso realizado na cidade da Praia, no último mês de Julho, em que se debateu um “conjunto de questões importantes” para o desenvolvimento do futebol.

“É uma reforma completa que a Federação tem vindo a estudar nos últimos dois anos com o apoio da FIFA que no fundo vem refletir a nossa realidade futebolística, mas também refletir a demanda dos dirigentes. E hoje ficou provado que os nossos dirigentes têm essa capacidade reivindicativa e critica, que no fundo vem ajudar no nosso trabalho” atestou.

Nestas reformas, como apontou Gerson Melo, estão aspetos fundamentais a começar primeiramente a nível dos regulamentos, passando para o desportivo que envolve todos os parceiros que são os clubes, que querem mais e melhor competição e ainda atletas e treinadores com maior preparação. “Portanto estamos aqui a pensar desde a base dos sub-15 até aos seniores. É uma reforma para oito anos, por isso queremos atingir o objetivo que estamos a propor, que passa por uma reforma completa” reiterou.

Com esta mudança profunda no modelo desportivo, quer a FCF, segundo Melo, ter uma maior competitividade onde os melhores vão jogar entre si, isto a seguir ao ano de transição, passando assim ao “mérito desportivo” sendo que a equipa que conseguir ganhar consegue manter na primeira divisão.

“Queremos ter um equilíbrio regional e ao mesmo tempo reconhecer quem trabalha, e o mérito desportivo irá permitir que uma região desportiva possa chegar em três anos a quatro representantes no Campeonato Nacional da Primeira Divisão. Queremos ter aqui um produto onde o futebol de Cabo Verde possa ter um tratamento diferente com uma outra preparação e o investimento ter retorno” sustentou o dirigente.

Sobre as perspectivas da implementação deste novo modelo, o mesmo frisou que estão a auscultar todas as regiões desportivas e onde têm passado as ideias tem tido um “bom impacto” querendo a FCF num horizonte de 2/3 anos avançar com o projeto. “Há essa necessidade de mudança, mas não pode ser feita rapidamente sem conhecermos bem a nossa realidade financeira, pois temos a insularidade e a questão dos transportes” complementou.

Gerson Melo salientou contudo que as mudanças já começaram a ser feitas nos escalões juvenis (sub-15), e gradualmente atingir o objetivo da reforma profunda, que irá abarcar menos custos para a FCF e para os clubes, mas que para o ano manter-se-á ainda o atual figurino do Campeonato Nacional de Futebol, mas para o ano vai ser analisado em concordância com todas as associações e clubes.

O debate assentou-se ainda num outro painel “O papel da comunicação social no futebol”, que aproveitou de uma formação que decorre também no Centro de Estágio envolvendo jornalistas de diversos órgãos abordando o jornalismo desportivo.

Este painel teve como moderador o comentarista Cardoso da Silva, tendo como oradores os jornalistas Eduíno Santos e Moisés Évora, que explanaram as suas convicções aos dirigentes presentes, com ideias concretas sobre o atual momento da comunicação social no futebol. Um debate interativo que mostrou a preocupação de todos numa melhoria substancial do reforço do nosso futebol.

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