Pessoas desaparecidas: PGR garante que investigadores continuam a trabalhar nos casos

7/11/2019 15:09 - Modificado em 7/11/2019 15:09
José Luís Landim – Procurador-geral da República |Foto: Inforpress

O Procurador-geral da República (PGR), Luís José Landim, garantiu hoje, na cidade da Praia, que os investigadores continuam a trabalhar nos processos de pessoas desaparecidas, cujos resultados são solicitados pela sociedade, mas pede a colaboração dos cidadãos neste e noutros casos.

Luís José Landim fez estas declarações na sequência de uma formação que decorre na cidade da Praia e que visa o reforço das capacidades técnicas dos Magistrados e Operadores Sociais, sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O PGR assegurou que tem agendado um encontro com os investigadores que estão à frente deste dossier, pelo que no momento não pode pronunciar sobre o desenrolar dos casos. “Mas asseguro que estão fazendo todos os possíveis para tentar resolver a situação. Infelizmente nem tudo depende de quem investiga, mas depende da situação do contexto que as coisas aconteceram e que podem influenciar o andamento do processo” realçou Luís Landim à imprensa.

No entanto, o PGR apela à sociedade civil que participe e colabore sempre, porque qualquer pormenor que possa parecer insignificante em relação a certos acontecimentos que as pessoas saibam onde levar, isto é a Polícia ou ao Ministério Público.

Recorde-se que há mais de um ano, dois menores, Clarisse Mendes (Nina) e Sandro Mendes (Filú), ambos hoje com 10 e 12 anos de idade respectivamente, estão ainda desaparecidos e o país não sabe do paradeiro destes menores, residentes em Achada Limpa, na cidade da Praia. 

Ainda relacionado com o desaparecimento de pessoas em Cabo Verde, encontra-se também pendente o caso da jovem Edine Jandira Robalo Lopes Soares, que deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia), alegadamente para levar o bebé a um controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, cidade da Praia. A mãe e o filho nunca mais foram vistos.

Edvânea Gonçalves, uma menina, também faz parte da lista de pessoas desaparecidas em Cabo Verde. Tinha ela 10 anos quando saiu a pedido da sua mãe para ir à casa de uma vizinha, a pouco mais de 100 metros da sua residência, e não voltou, acrescentou a fonte.

A 13 Julho do ano passado, a Polícia Judiciária cabo-verdiana (PJ) dava ao país uma triste notícia de que as ossadas encontradas em Janeiro último, na localidade de Ponta Bicuda, na cidade da Praia, pertenciam à criança de Eugénio Lima. Mas há ainda um casal de Santa Catarina dado como desaparecido, de acordo com a PJ.

O desaparecimento misterioso de pessoas já levou à realização de várias manifestações de rua, sobretudo na capital do país e altas entidades têm expressado a sua inquietude em relação a esta problemática.

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, exprimiu a sua preocupação no concernente a estes casos, tendo afirmado que a situação “exige resposta por parte das autoridades”.

O Cardeal Dom Arlindo Furtado também considerou que a situação é “muito preocupante, grave e chocante” e, segundo ele, há “qualquer coisa que está a acontecer que não dá para entender”.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.