Bodas de Prata do Mindelact irá homenagear figuras e instituições que fizeram parte desta história

7/11/2019 00:42 - Modificado em 7/11/2019 00:42

Ao som da batucada e apresentações espontâneas na Rua de Lisboa, arrancou esta quarta-feira, a 25ª edição do Festival Internacional de Teatro – Mindelact, que acontece de 06 a 17 Novembro, no Mindelo, São Vicente.

De acordo com o director da Associação Mindelact, todos os dias, durante 11 dias, o festival vai homenagear figuras e instituições que fizeram parte desta história, algumas de forma simbólica e outras de forma concreta.

“Iremos homenagear a pessoa que assistiu mais edições do festival, a actriz e actor que mais tempo pisou o palco, o fotógrafo que mais fotografou o festival, a jornalista que mais escreveu sobre o evento, a primeira empresa que acreditou no Mindelact entre outros”, explica João Branco.

Uma abertura emotiva que conto com diversos convidados, entre actores, o público e representantes das instituições, o pátio do Centro Cultural do Mindelo, foi pequeno para tantas lembranças.

Um evento, que segundo Augusto Neves tem sido uma escola de formação de mulheres e de homens e a Câmara Municipal de São Vicente “tem abraçado este projecto”.

Esta data, para o edil mindelense representa um momento impar desta ilha. “Este é um momento de aprendizagem e convívio e conhecimento de outras realidades culturais”, disse Augusto Neves referindo as várias nacionalidades que estão presentes no festival.

E em conjunto com a associação e outras parceiras “potencializar o nosso teatro, as nossas actividades culturais e oferecer a população mindelense tudo que merece e que seja bom para o desenvolvimento económico desta ilha”.

Ao Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente coube reforçar os elogios a esta data histórica, num evento que muito tem “contribuído para o desenvolvimento de Mindelo, que é, e sempre foi o maior viveiro de criativos e artistas do país”, refere o governante.

“O dia em que celebramos as Bodas de Prata do Mindelact, destacamos o seu papel formativo na ausência de uma escola de teatro ou escola de dramaturgia que promova o teatro em Cabo Verde”.

Em representação dos artistas, o actor Elísio Leite de Pina, destacou o taleto nacional existente e o respeito e consideração que nutre pelos artistas internacionais. “Devemos sempre valorizar a prata da casa”.

Considera-se um nacionalista convicto de alma, coração e afecto, diz que em São Vicente existem pessoas quase profissionais com um excelente trabalho em prol da arte e que por outro, existe aquele grupo maior de pessoas que tem feito teatro “nesta terra por carolice”.

Por isso, no seu entender, apesar de termos vivido um tempo em que as coisas estavam a mudar, agora neste momento, aparte do Mindelact vivenciámos uma situação de retrocesso pois as dificuldades estão a aumentar e ficamos com a sensação que os principais responsáveis do aumento destas dificuldades são os próprios agentes teatrais desta ilha. “Aqueles com condições estão a dificultar a vida daqueles com menos condições”.

Elvis Carvalho

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