Demissão do Imediato do navio Sotavento: Paulo Veiga assegura que Governo ainda não recebeu qualquer queixa

31/10/2019 15:00 - Modificado em 31/10/2019 15:00

O secretário de Estado Adjunto do Ministério da Economia Marítima, Paulo Veiga, garantiu que o Governo ainda não recebeu qualquer queixa relacionada com o despedimento do imediato do navio Sotavento, pertencente a Cabo Verde Interilhas.

O governante, em declarações à Inforpress, começou por lembrar que a Cabo Vede Interilhas é uma empresa privada, que tem a “liberdade” de gerir o pessoal e os bens e possui somente uma concessão dos transportes marítimos nacionais.

Segundo a mesma fonte, o Estado pode intervir, enquanto tutela técnica e o Ministério da Economia Marítima pode dar orientações sobre a implementação das ligações marítimas.

Mas, relativamente ao despedimento do imediato do navio Sotavento, denunciado hoje por um responsável sindical que pediu a intervenção do Governo para esta “tentativa de intimidação”, Paulo Veiga assegurou que a comissão de acompanhamento “ainda não recebeu qualquer reclamação e desconhece o dossiê por completo”.

O acompanhamento do caso, continuou o governante, está sendo feito através das notícias, mas ainda ninguém solicitou a intervenção neste sentido.

“Esta intervenção deve ser feita via Direcção-Geral do Trabalho, porque é uma questão laboral, mas já tomamos nota e iremos tentar perceber o que se passou”, asseverou o secretário de Estado, com a percepção de que a CV Interilhas é uma “empresa como qualquer outra” e, por isso, o Governo não intervém na sua gestão, mas a empresa “deve cumprir com as leis laborais”.

Questionado ainda sobre o facto do navio fretado pela concessionária, que chegou nesta terça-feira em São Vicente, vir já com a sua tripulação e que podem estar a ocupar postos de trabalhos de cabo-verdianos, Paulo Veiga respondeu que era preciso arranjar uma “solução” para a avaria do navio Kriola, e que passou por alugar um navio com a sua tripulação.

“Porque nós não temos tripulação disponível no mercado para trazer um navio desse tipo e ter a nossa tripulação nela. São navios de alta velocidade e muito mais rápidos dos que nós temos e não temos pessoal capacitado e formado para esses navios”, salientou o governante citado pela mesma fonte.

A decisão, segundo o mesmo, foi tomada para não atrasar e prejudicar as ligações inter-ilhas e agora vai-se cumprir um aluguer de três meses, com opção de mais três meses, embora seja de esperar que o problema do Kriola seja resolvido até início do próximo ano.

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