Funcionários do saneamento da Câmara manifestam-se esta tarde em São Vicente

31/10/2019 14:00 - Modificado em 31/10/2019 14:00
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Para o SIACSA esta manifestação é uma denúncia pública da situação laboral a que chegaram estes funcionários da Câmara Municipal de São Vicente. 

Estes trabalhadores da Câmara Municipal reivindicam melhores condições de trabalho e tratamento humanitário e digno por parte da edilidade. Por isso agendaram para o final desta tarde, às 18 horas, uma manifestação pacífica com concentração na Praça Estrela, em São Vicente.

De acordo com Sindicato de Indústria, Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA), apesar de a CMSV ter-se recusado a receber a nota informativa sobre esta acção, com o intuito de a bloquear, a manifestação irá mesmo acontecer.

Conforme explica Jorge Duarte, o coordenador do SIACSA em São Vicente, a edilidade recusa qualquer tipo de diálogo com o sindicato que representa esses trabalhadores, mas avança que é um direito consagrado na Constituição da República de Cabo Verde. “Os trabalhadores têm direito de escolher quem os representa”.

“Os trabalhadores reclamam das péssimas condições de trabalho. Falta de materiais, como carrinhos de lixo, sendo que muitas vezes são obrigados a recolher os detritos em sacos de plástico e deslocarem-se vários metros até encontrar um contentor para despejar os resíduos. E para fazem isso, levam o saco nos ombros, correndo o perigo de se ferirem com algum material cortante que possa estar ali”.

Estas e outras são algumas das situações que levam o SIACSA a agendar esta manifestação para chamar a atenção pela forma como os funcionários de limpeza públicasão tratados. “Sem o mínimo respeito pelo trabalho que desempenham, não recebem nenhum subsídio de risco pelo trabalho que muitas vezes os coloca em situações diversas”, atesta Jorge Duarte.

Casos como a limpeza de lixo nas encostas, que devido as dificuldades de recolha do lixo, são obrigados a queima-los “sem nenhum tipo de protecção que coloca em causa a sua saúde”.Para Duarte a classe tem sido muito descriminada e já é tempo de serem reconhecidos pelo seu labor. Por isso defende que pelo menos a edilidade deveria ter o bom senso de sentar-se à mesa com o sindicato para que juntos cheguem a um maior entendimento sobre a situação da classe.

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