São Vicente: SIMETEC acusa Cabo Verde Interilhas de submeter os trabalhadores da companhia a uma carga horária excessiva

30/10/2019 15:28 - Modificado em 30/10/2019 15:28
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O Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Turismo e Telecomunicações (SIMETEC), que representa os marítimos nacionais, acusou hoje em conferência de imprensa a Cabo Verde Interilhas (CVI) de submeter os trabalhadores da companhia a uma carga horária pesada, colocando em risco vidas humanas nos mares do país.

A denúncia partiu do presidente do Simetec, Tomás de Aquino, no seguimento das reclamações dos tripulantes do navio Sotavento quanto às más condições de trabalho no navio que actualmente faz a ligação entre as ilhas de Santiago, Fogo, Brava e Maio.

“Face a atitude da CV Interilhas, que tem contado com a permissão e passividade das autoridades marítimas nacionais, a direcção do Simetec vem publicamente, denunciar e repudiar tais práticas, por as mesmas  configurarem trabalho forçado em pleno século XXI”.

Tomás de Aquino denunciou a sobrecarga de trabalho a bordo do referido navio, ultrapassando muitas vezes as 80 horas semanais, que é uma das queixas apresentada pelos tripulantes, explicando que o limite máximo estabelecido na lei e no contrato de trabalho é de 44 horas por semana.

“Ou seja estão trabalhando quase o dobro daquilo que é permitido por lei. Esta situação, como é evidente, coloca em risco a vida dos passageiros e dos tripulantes do navio, razão pela qual reclamaram e exigiram melhorias nas suas condições de trabalho”.

Tomás de Aquino avança ainda que em respostas às reivindicações dos tripulantes, a direcção da CV Interilhas ordenou o despedimento do imediato do navio, que faz também parte do rol dos accionistas da empresa, e desencadeou um processo de transferência de alguns trabalhadores para outros navios da companhia, numa clara tentativa de os intimidar por terem reclamado dos seus direitos.

Transferências que não vieram a concretizar-se devido ao alerta de um dos marinheiros à direcção do CVI, chamando a atenção para o facto dos tripulantes substitutos não conhecerem bem o navio.

Na sequência do despedimento do imediato, Tomás de Aquino revelou ainda que com o seu despedimento, “o comandante do navio pediu a sua demissão em solidariedade com o colega de profissão, que injustamente e abusivamente foi despedido”, não só mas também “pela falta de respeito da administração da Cv Interilhas demonstrou em relação ao comandante do navio”.

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