Praia: Suspeito do homicídio do agente Hamilton Morais fica sob TIR

30/10/2019 14:16 - Modificado em 30/10/2019 14:16
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Foto: Inforpress

Devido à ausência de provas o Ministério Público entendeu decretar a medida de coacção menos gravosa, sem entregar o detido ao Tribunal da Comarca da Praia. O agente Hamilton foi assassinado com uma bala no pescoço na sequência de uma ocorrência em Tira-Chapéu, um dos bairros mais problemáticos da capital.

José António Carvalho, conhecido por Jamaica, tem um longo cadastro policial, tendo estado, inclusive, na cadeia de S. Martinho é o principal suspeito do assassinato do agente Hamilton Morais, foi detido na terça-feira, 29, ficou sob Termo de Identidade e Residência (TIR).

Segundo avança a Inforpress, depois de ter sido detido pela Polícia Nacional, Jamaica foi entregue à Polícia Judiciária que, por seu turno, entregou o detido ao Ministério Público (MP), ainda no mesmo dia. Conforme a mesma fonte, o TIR foi aplicado por “falta de provas”.

Devido a ausência de provas factuais, o Ministério Público entendeu decretar a medida de coacção menos gravosa, sem entregar o detido ao Tribunal da Comarca da Praia.

Recorde-se que na madrugada desta terça-feira, 29, por volta das 00h15, o Serviço de Piquete foi chamado, através do Centro de Comando, para intervir junto de dois indivíduos “que se encontravam armados e em situação muito suspeita na zona de Tira Chapéu”, na Praia.

No local, segundo a PN, ao se aperceberem da presença policial, “os suspeitos puseram-se em fuga e, imediatamente, foram perseguidos”, resultando “dali disparos de armas de fogo”.

Um desses disparos terá atingido, como noticiou o A NAÇÃO, o agente de primeira classe, Hamilton Morais, no pescoço.

Conforme a PN, Hamilton ainda foi socorrido imediatamente pelos colegas e levado para o HAN, onde veio a falecer, momentos depois.

Na sequência, Jamaica acabou por ser detido depois das buscas, enquanto um segundo envolvido ainda se encontra a monte.

As diligências, disse ontem a PN, “estão sendo feitas no sentido de se compreender com exatidão as circunstâncias em que ocorreu a tragédia”, sem avançar mais pormenores.

A PN descreve o agente Hamilton como “um profissional exemplar, dedicado e muito querido pelos seus colegas e amigos”.

Estava na corporação há 16 anos, tendo trabalhado na Brava e na Praia.

A Polícia Nacional “lamenta profundamente” a “perda deste colega e excelente profissional que foi o Agente Hamilton Morais e endereça à família enlutada as mais sentidas condolências”.Também o ministro da Administração Paulo Rocha mostrou-se consternado dizendo que é uma “grande preocupação” ver o perigo a que os efectivos da Policia Nacional estão expostos todos os dias”. A família, desolada, pede justiça.

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