Cabo Verde Connect prevê entrada no mercado doméstico no início de 2020

28/10/2019 13:48 - Modificado em 28/10/2019 13:48
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O Diretor-Geral da Cabo Verde Connect, subsidiária da  Lease Fly, José Madeira, afirmou à Agência Lusa que espera que a entrada daquela companhia aérea no mercado das ligações domésticas entre as ilhas de Cabo Verde, no próximo ano, faça os preços descerem 5 a 6%.

A portuguesa Lease-Fly prevê avançar até ao início de 2020 com um processo para certificação da companhia aérea regional Cabo Verde Connect junto das autoridades cabo-verdianas, estimando a criação de 50 postos de trabalho qualificados.

Conforme elucidou José Madeira, a perspetiva da companhia é que haja ganhos em determinadas rotas, nomeadamente onde existem preços duplicados, sendo que neste tipo de operação pretende-se um bilhete corrido. “Presumo que haja uma redução de 5 a 6% só pelo fato de entrarmos no mercado cabo-verdiano”, disse José Madeira.

“O fato de haver outro ‘player’ no mercado e estarmos a abalar uma estrutura monopolista do ponto de vista do tráfego vai beneficiar o preço, isso é natural”, apontou, acrescentando que “o que é expectável” é que a empresa seja “muito responsável nos preços e nos tabelamentos das viagens”.

Segundo José Madeira, que é também Diretor Executivo da Lease-Fly, a companhia começou em agosto deste ano a assegurar voos domésticos em Cabo Verde, no âmbito do consórcio liderado pela Cabo Verde Airlines (CVA).

Em causa estão as ligações das ilhas da Praia, São Vicente e Fogo para a ilha do Sal, onde a CVA instalou o ‘hub’ para os seus voos internacionais, através de um consórcio que junta ainda o grupo português Newtour, líder de mercado em Portugal e Cabo Verde em áreas como a hotelaria e distribuição.

Até agora, as ligações aéreas entre ilhas têm sido asseguradas apenas pela companhia Binter.

“O objetivo da nossa operação é alargar a oferta o mais possível a todas as ilhas”, apontou, ressalvando que é preciso “considerar os aspetos económicos do negócio”.

“Até porque em companhias aéreas fala-se em rentabilidades de 5 a 8%, e no dia em que tivéssemos uma rentabilidade muito superior, a nossa responsabilidade social obrigar-nos-ia a ir para ilhas menos rentáveis”, referiu o responsável, citado pela mesma fonte.

A estratégia desta companhia aérea passa por fazer parcerias com as companhias aéreas de bandeira, como são os casos da CVA e da TAP, assegurando as ligações domésticas e deixando o mercado internacional para estas companhias.O responsável acrescentou que em abril ou maio a empresa já deverá ter todas as certificações e autorizações para “estar completamente autónoma, havendo mais uma companhia de lei cabo-verdiana a operar em Cabo Verde”.

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