Mindelo aderiu em massa à décima Caminhada Rosa

28/10/2019 00:36 - Modificado em 28/10/2019 00:36
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Em de celebração da 10ª edição da Caminhada Rosa em São Vicente, a população, como sempre respondeu em massa, numa altura em que se nota uma maior participação de homens na caminhada que ao longo desta década tem-se transformado paulatinamente numa caminhada de famílias.

Foram milhares que na manhã deste domingo participaram na caminhada. A marcha que encerra o programa do “Outubro Rosa” partiu da Avenida 12 de Setembro, onde se situa a sede da Liga, percorrendo zonas como Ribeirinha, Fonte Inês, Cruz João Évora, Avenida Alberto Leite e terminou junto à praia da Laginha, com exercício físico.

Para Conceição Pinto,  presidente da Liga Cabo-verdiana Contra o Cancro (LCCC) é de se louvar que mais uma vez a população tenha aderido em massa a esta caminhada rosa e branco espalhando alegria e chamando a atenção da população para a consciencialização e importância da prevenção, no caso específico, do cancro da mama.

A presidente da LCCC pede um maior engajamento da população para ajudar na mobilização de recursos para aquisição de equipamentos para diagnósticos, alertando que a sociedade civil tem obrigação de contribuir para ajudar a resolver o problema que afecta a todos. “Queremos chamar atenção de toda a sociedade civil, tanto no país como na diáspora, a ajudarem a mobilizarem recursos para adquirir-mos o equipamento para diagnóstico”, diz a Conceição Pinto.

Para esta responsável, o governo não pode fazer tudo sozinho e que é preciso ajudar o Ministério da Saúde a combater a doença.

Ano após ano esta marcha tem servido de reforço para as diversas actividades levadas a cabo pela Liga. “Somos uma associação de luta contra o cancro que trabalha o ano inteiro e em Outubro e Novembro, reforçamos as nossas actividades”, afirma esta responsável que diz que este ano as acções foram ampliadas.

Para aqueles que participam nesta caminhada é sempre gratificante marcar presença neste tipo de causa que afecta, direta e indiretamente a todos e portanto é muito importante que todos, sem excepção, estejam cientes da situação. “Já se tornou uma tradição, as famílias aderirem em número bastante significativo”, o que para a Liga é “muito bom, ver a sensibilização da geração mais jovem para este problema de saúde que temos no país e que devemos todos dar a nossa contribuição”.

Um facto digno de realce é a presença cada vez maior de homens nesta caminhada, argumentando que quando a doença afeta a mulher, toda a família acaba por ser afetada.   

Manuel Fortes diz que, o que o leva a estar presente na caminhada nestes dez anos é estar junto de quem gosta e ama e ainda motivar outros a juntarem-se a esta causa que é preocupante.

No entanto chama a atenção para que não seja apenas uma caminhada. É preciso que as estruturas de saúde estejam melhor preparadas para dar resposta a este tipo cada vez mais frequente de situações. 

Madalena que também participa anualmente diz que a caminhada tem um sentido fundamental, alertando as mulheres para a necessidade de não se descuidarem no despiste do cancro da mama e de outros. “Fico feliz por participar, mas as pessoas devem ter a noção que a caminhada deve ter um sentido real, que não seja apenas a parte lúdica”. Por isso apela, tanto às mulheres como aos homens a não se esquecerem de procurar estruturas de saúde, ou a Liga Contra o Cancro para fazer o despiste da doença. “Prevenção é o melhor remédio”, destaca.

Elvis Carvalho

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