Direção do Hospital Baptista de Sousa defende que a morte do bebé se deveu a causas naturais e não por erro médico

24/10/2019 00:09 - Modificado em 24/10/2019 00:09

A Diretora do Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, Ana Margarida, afirmou que a direção está a apurar as denúncias feitas pelo avô do bebé Rodrigo Spencer Lima, que faleceu no dia 06 de Outubro nessa unidade hospitalar. A mesma defende que a morte do bebé se deveu a causas naturais e não por erro médico e mostra-se disponível para prestar os esclarecimentos necessários aos familiares do bebé falecido.

As declarações desta responsável pelo HBS vêm na sequência da denúncia feita por esse familiar, referindo que houve negligência médica no caso do bebé Rodrigo Lima, que faleceu no passado dia 06 de Outubro no Hospital Baptista de Sousa. Pelos dados que constam do processo médico, a diretora do hospital avançou à RCV que a morte do bebé deveu-se a causas naturais e não a erro médico. No entanto, a mesma não se refere à doença do bebé, mas diz que o recém-nascido esteve dois meses numa incubadora e que foi submetido a uma cirurgia.

“Teve problemas e inclusive teve que ser operado, mas não decorrente do parto. Não houve falta de assistência porque sempre foi assistido e há provas disso no processo clínico. Se houver algum processo no tribunal será fácil de demonstrar, com datas e horas” afirmou, Ana Margarida. A mesma assegurou que ainda hoje, existem partos onde alguns bebés nascem com “mal formação”.

Sobre a contestação referente a assistência à mãe do bebé, que o denunciante considerou de desumano, a diretora do Hospital diz que todos os procedimentos foram respeitados. “A senhora foi assistida várias vezes e nas horas em concreto, isto com todos os recursos que dispomos e com todos os procedimentos”.

Já no que tange a demora na higiene à parturiente, Ana Margarida, alude que só depois de concluído o inquérito que já está sendo realizado dentro da maternidade, pela direção da mesma, que poderá pronunciar sobre o caso.

“Expressamos o nosso profundo sentimento, porque perder um familiar é sempre muito doloroso e percebemos que é um período muito conturbado para a família. Mesmo para os profissionais de saúde não é fácil” lamentou a mesma, dizendo ainda que é um direito que a família tem de recorrer aos tribunais para apurar se houve negligência ou não e mostra-se disponível para falar com esta família a qualquer momento.

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