Cabo Verde pretende atrair investimento chinês em projectos marítimos e portuários

17/10/2019 14:52 - Modificado em 17/10/2019 14:52
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O ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Dias Monteiro, declarou hoje, 17, em Macau, que Cabo Verde pretende atrair investimento chinês em projectos marítimos e portuários.

“A questão logística marítima e portuária, dada a experiência chinesa no desenvolvimento de zonas económicas especiais, é uma das áreas em que queremos focar a atracção de investidores da China para Cabo Verde”, avança o ministro, citado pelo Expresso das Ilhas, à margem da Feira Internacional de Macau (MIF) e da Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa (PLPEX).

Alexandre Dias Monteiro esclareceu que o interesse em garantir o investimento passa por áreas como turismo, transportes e energia, de forma a responder a “um dos grandes objectivos” do país: “sermos uma economia de circulação no Atlântico Médio em várias plataformas de comércio e indústria, mas também financeira, marítima e aérea”.

Contudo o governante ainda sublinhou a importância da “localização geográfica” e da estabilidade política, social e económica do país para alavancar “os negócios de todo o mundo com África”.

Alexandre Monteiro realçou que Cabo Verde, mesmo sendo um país pequeno, tem ainda a mais-valia de ter “acesso privilegiado a grandes mercados como Europa, Estados Unidos e Canadá”.

O ministro, no dia em que foi inaugurada a MIF e a PLPEX, declarou a importância da presença nesses eventos, nos quais Cabo Verde é o país parceiro deste ano: “aproveitar todas as oportunidades que se oferecem”.

“Neste caso concreto”, disse, aproveitar “Macau como plataforma de negócios com os países lusófonos, mas também (a ligação com a) China, que é um grande mercado de produtos e de investimento”.

No entanto destaca ainda que “permite promover o país e que as empresas estabeleçam relações e conhecimentos empresariais importantes para concretizarem negócios”.

Cabo Verde é o país parceiro do evento, organizado pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, com o apoio de entidades económicas e comerciais de Macau, do interior da China e de Hong Kong.

A 24.ª MIF e a PLPEX deste ano vão custar no total cerca de 41,9 milhões de patacas (cerca de 4,71 milhões de euros) e ocupar uma área de aproximadamente 24 mil metros quadrados, com 1.500 stands e pavilhões temáticos.

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