SINTAPA diz que Bombeiros de São Vicente estão descontentes e indignados com declarações de Augusto Neves

14/10/2019 15:39 - Modificado em 14/10/2019 15:39
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Eduardo Fortes do SINTAPA, porta-voz do órgão que rege pela defesa dos Bombeiros, assegurou hoje que os Bombeiros Municipais de São Vicente estão “descontentes e indignados” com as declarações do presidente da Câmara Municipal, Augusto Neves.

Em conferência de imprensa realizada no Mindelo, o sindicato que representa a classe, em reação às afirmações feitas pelo edil mindelense, Augusto Neves que, na última sessão da Assembleia Municipal, de quinta-feira, 10 de Outubro, acusou os bombeiros de terem transformado a sede da corporação em uma sede de partidos e sindicatos, assumiu que deveria existir mais diálogo de ambas as partes.

O representante do SINTAPA, afirmou que os bombeiros não podem se vítimas de quezilias e nem de confrontos políticos entre a Câmara e as forças políticas. Nisto veio manifestar a indignação e descontentamento dos homens da paz, sobre tais afirmações. “Os problemas são vários e persistem, a começar pelo reduzido número de efetivos, pois dos 17 profissionais somente 10 fazem trabalho de terreno e contam ainda com a ajuda pontual de 13 voluntários. Têm problemas na promoção e progressão na carreira” frisou.

Eduardo Fortes assumiu que os bombeiros têm problemas de equipamentos e fardamentos. “Temos problemas de ambulâncias, pois aquelas que existem estão sem condições de transporte de pessoas. Os bombeiros há muito que também estão a espera de progressão” vincou o porta-voz do SINTAPA.

São situações que, segundo o mesmo, causam muito descontentamento no seio dos bombeiros. Assim sendo, o porta-voz do SINTAPA, apela ao diálogo e abertura para resolver os problemas existentes e refuta as alegações do edil mindelense, que disse que a corporação está transformada em sede de partidos e sindicatos.

“A intervenção do nosso sindicato foi sempre nesse sentido, o de apelarmos ao diálogo. A Câmara tem de se aproximar dos bombeiros e têm de ouvir os bombeiros. Tem de se sentar à mesa com os bombeiros, para procurarem chegar a um entendimento” sustentou Eduardo Fortes.

Sobre as afirmações de Augusto Neves de que os bombeiros são também taxistas, condutores de ‘hiaces’ e líderes sindicais, o que intervém no comprimento da sua missão, Eduardo Fortes, assegura que, a ser verdade, não deveria acontecer e a edilidade tinha por obrigação acionar os mecanismos legais e não vir a público criticar a classe.

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