Augusto Neves: “É um orçamento focado fundamentalmente na qualidade de vida das pessoas”

11/10/2019 22:02 - Modificado em 11/10/2019 22:02

A Assembleia Municipal de São Vicente, reunida na 5ª sessão ordinária da 7ª legislatura, a última deste ano civil de 2019, aprovou esta sexta-feira, o Orçamento e Plano de Actividades para 2020, apenas com os votos dos eleitos pelo Movimento para Democrática (MpD), partido que sustenta a autarquia mindelense.

O orçamento aprovado, que marca a redução de 1 milhão e 150 contos em 2019, para 946 mil contos em 2020, teve 11 votos da bancada do MpD, sendo que a União Cabo-verdiana Independente (UCID) e o Partido Africano Independência de Cabo Verde (PAICV) votaram contra, por considerarem que houve uma quebra de valor.

Flávio Lima, o líder da bancada do MpD considerou que este orçamento vem na sequência de 2020 ser um ano em que a Câmara vai estar vários meses em gestão corrente, por isso não será de muitas aventuras. “Não pode ser um ano onde vamos correr por grandes projectos, mas sim para finalizar os projectos. O montante estipulado não vai impedir a edilidade de fazer o seu trabalho”, assegurou.

Já o PAICV, através do seu líder de bancada, Baltazar Ramos, afirmou que não votaram a favor, por entenderem que houve uma “redução significativa” na cobrança de impostos, de cerca de 29, 4%, o que quer dizer que a actividade económica municipal está tendo uma retracção, o que está gerando uma “queda drástica” nos investimentos.

“Isso quer dizer que São Vicente está a operar baixo das suas potencialidades. A Câmara não coloca perspectivas neste orçamento e portanto as coisas não vão melhorar” vincou.

Por sua vez, a líder da bancada da UCID, Isidora Rodrigues, vê de forma negativa a quebra em cerca registada no orçamento, referindo que São Vicente precisa de muito mais para materializar os seus projectos.

“A edilidade deveria fazer um orçamento mais robusto, para colmatar a situação da seca, que tem trazido para São Vicente muita gente de São Nicolau e Santo Antão à procura de uma vida melhor” sublinhou Isidora Rodrigues.

No entanto, Augusto Neves, presidente da autarquia, assegurou que a edilidade tentou fazer um orçamento em conformidade com o ano de 2020, ano de eleições, com seis meses de gestão corrente.

“Fizemos um orçamento contido, respeitando todas as forças políticas, respeitando a população, porque será um ano fundamentalmente de concretização de tudo aquilo que foi o projecto do mandato. É um documento muito bom e que reflecte todas as áreas e a todos os níveis, focado fundamentalmente na qualidade de vida das pessoas” vincou o edil.

Reabilitação de habitações, com o Programa “Isdob compô bo casa”, requalificação urbanas e aspectos culturais, são de acordo com Neves, as áreas prioritárias a serem contempladas com este orçamento.

Na a última sessão deste ano foram, ainda, aprovados os trâmites sobre as contrapartidas entre o município de São Vicente e o munícipe Jorge Luís Tavares Moreira de Almeida e ainda a aprovação da proposta de atribuição do nome de Isaura Gomes “Zau” a um largo na Ribeira Bote.

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