Operação Perla Negra: Juan Bustus e Carlos Ortega recebem de volta bens e dinheiro apreendido

10/10/2019 00:22 - Modificado em 10/10/2019 00:22

Os espanhóis Carlos Ortega e Juan Bustus que saíram livres de quaisquer acusações sobre o processo de narcotráfico Perla Negra, em finais de Dezembro de 2018, viram os seus bens devolvidos, bem como o dinheiro que lhes foi apreendido durante a operação.

A operação Perla Negra, realizada pela Polícia Judiciária (PJ) em 2014, resultou na apreensão de 521 quilos de cocaína e na prisão de 6 pessoas, cinco delas estrangeiras.

Durante a operação, a Policia Judiciaria apreendeu também ouro e cerca de 140 mil euros e 515 mil e 240 escudos. Para além destes valores também foram apreendidas 12 viaturas de diferentes marcas, bem como um Jet Sky.

Na altura a PJ confiscou cinco armas de fogo, duas das quais são armas de guerra.

Das cinco armas, duas são metralhadoras G3 FMP, duas pistolas e um revólver de pequeno calibre e a acompanhar estas armas foram apreendidas 320 munições de diferentes calibres.

De acordo com informações recolhidas por este online, os bens dos dois espanhóis que saíram livres, forram restituídos aos donos. Na altura, Juan Bustus disse que a justiça tinha sido feita e iria recuperar os seus bens confiscados e reorganizar a sua vida

A lei diz que bens apreendidos não podem ser restituídos se ainda servirem para a investigação, terem sido usados para cometer o crime ou serem produto do próprio delito. Por outro lado, permite que o dono permaneça como fiel depositário para sua preservação, com a condição de que não sejam usados.

Por outro lado, o cubano Ariel Benitez e o espanhol José Villalonga continuam a espera de um novo julgamento, respetivamente, por tráfico de estupefaciente e posse ilegal de arma.

De relembrar que Ariel Benitez foi preso na posse de parte da droga, enquanto Villalonga foi encontrado pela Policia Judiciária na posse uma arma ilegal.

Dos seis arguidos do processo, apenas o cubano Ariel Benitez, o cabo-verdiano Xande Badiu e o sueco Patrick Komarow é que irão responder pelo delito de narcotráfico. Todos foram detidos com as bolsas contendo os 521 quilos de cocaína.

De acordo com a nossa fonte, a defesa requereu um julgamento coletivo, mas ainda  espera pelo despacho de pronúncia do Ministério Público, assim como a marcação da data do julgamento. O que provavelmente, não será em São Vicente, isto porque o 1º Juízo Crime realizou o julgamento e o 2º Juízo a Audiência Contraditória Preliminar, ACP.

De recordar que a Operação Perla Negra foi dada a conhecer no dia 06 de Novembro  de 2014 onde seis indivíduos foram detidos, depois da Polícia Judiciária ter apreendido 512 Kg de cocaína em São Vicente.

EC

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