Setor informal garante 43% dos “empregos” em Cabo Verde

9/10/2019 01:02 - Modificado em 9/10/2019 01:02

Um levantamento do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde, cujos dados foram apresentados hoje na cidade da Praia, concluiu que 43% dos trabalhadores cabo-verdianos são considerados informais, estando fora do sistema de proteção social.

De acordo com as conclusões apontadas pela diretora de Estatística, Demográfica e Sociais do INE, Noemi Ramos, estes trabalhadores, incluídos no setor da economia informal, não beneficiam desde logo de “uma remuneração justa” e não estão inscritos na segurança social e não fazem descontos. Além disso, não beneficiam de subsídio de férias, fins de semanas remunerados e do direito semanal de descanso.

Falado à margem da conferência “Emprego digno, vida digna”, no âmbito do Dia Internacional do Emprego/Trabalho Digno, a responsável do INE sublinhou que as horas de trabalho a mais e não remuneradas também são motivo de preocupação.

Os indicadores do INE concluem ainda que apenas 34% dos trabalhadores por conta de outrem beneficiam das licenças de maternidade e paternidade remuneradas e que 41% recebem subsídio de férias.

Em média, os trabalhadores cabo-verdianos “trabalham 42 horas por semana”, explicou Noemi Ramos. Contudo, o levantamento do INE aponta que 26% do total trabalha menos de 35 horas por semana — sendo por isso considerados trabalhos a tempo parcial — e que 25% têm uma carga horária superior a 48 horas semanais de trabalho.

Além disso, 30% dos trabalhadores por conta de outrem recebem menos de 14.000 escudos (127 euros) por mês, quando o valor mínimo mensal em Cabo Verde está fixado em 13.000 escudos (118 euros).

Por Lusa

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