Extratores de inertes da zona de Calhau retomam atividade

8/10/2019 23:40 - Modificado em 8/10/2019 23:40

Em 2014, através de um decreto-lei, o Governo do PAICV decretou o encerramento da pedreira e implementou a lei de extração de inertes e, com a ajuda da Polícia, colocou um ponto final ao trabalho dos extratores.

Cinco anos depois, à espera das medidas que foram prometidas pelo governo anterior, os extratores de inertes nas crateras do vulcão da zona piscatória, estão de volta.

A denúncia foi feita pelo presidente da Associação Amigos do Calhau, Jorge Melo, à Inforpress, afirmando que isto está a acontecer devido a fraca fiscalização no local.

“A fiscalização nesta área começou a diminuir e imediatamente os camiões começam a aparecer, portanto a fiscalização tem de ser viva”, defendeu Jorge Melo que disse ainda que ainda são poucos em números, mas os camiões são vistos principalmente de manhã cedo e à tardinha.

Na altura da proibição da extracção, os extractores foram deslocados para a zona de Tupim. Mas devido as dificuldades de acesso retornaram ao Calhau.

O Delegado do Ministério de Agricultura e Ambiente em São Vicente, Vitorino Silva, disse que a instituição que comanda, apesar de não ter nenhuma informação concreta sobre o assunto vai investigar.

A medida de proibição de extracção de inertes entrou em vigor a 01 de novembro de 2014 e a Delegação do Ambiente na altura, garantira que o  despacho vinha “legalizar e regularizar” a actividade extractiva no país.

Depois disso trabalhou-se num plano de recuperação paisagística do local, numa área de cerca de 20 hectares, com um projecto avaliado em cerca de quatro mil contos e que aproveitou a própria mão-de-obra dos então extractores.

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