Jorge Santos: “Não se está a fazer uma cruzada sobre bebidas alcoólicas”

4/10/2019 16:47 - Modificado em 4/10/2019 16:47
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Foto: Inforpress

No âmbito do colóquio intitulado “O Alcoolismo: Suas Consequências para a População e a Proteção da Saúde”, levada a cabo esta sexta-feira na Assembleia Nacional (AN), e através da Rede Parlamentar para a População e Desenvolvimento (RPPD), o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, garante que a proibição da publicidade de bebidas alcoólicas será um dos pontos para conter a problemática do uso abusivo do álcool em Cabo Verde.

O evento que decorre na cidade da Praia, visa apresentar, divulgar e socializar a Lei que estabelece o regime de disponibilização, venda e consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, locais abertos ao público e locais de trabalho dos serviços e organismos da Administração Pública e das entidades privadas, que entrará em vigor a 05 deste mês.

Os números são preocupantes, sendo que mais de 60% da população cabo-verdiana consome álcool de forma pouco moderada e, mais de 30% dos jovens da nova geração tem o seu primeiro contacto com o álcool ainda muito cedo. No panorama dos países de língua portuguesa Cabo Verde é o que regista mais doenças causadas pelo alcoolismo.

Durante a cerimónia de abertura, presidida pelo Presidente da AN, Jorge Santos, este garante que a primeira questão centra-se na publicidade zero do álcool e de bebidas alcoólicas a nível nacional. “Não se está a fazer uma cruzada sobre bebidas alcoólicas, mas sim proibir a publicidade que é nociva, principalmente porque é dirigida a jovens e adolescentes. Publicidade sim, mas nos sítios autorizados, não da forma como tem acontecido” reiterou Jorge Santos.

Obre o condicionamento da distribuição de bebidas alcoólicas nos sítios públicos e privados, apontou vários exemplos, como nos Transportes Marítimos, Escolas, etc, onde as bebidas alcoólicas circulam com frequência. 

Por sua vez, o Ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, diz acreditar que é possível vencer o uso abusivo do álcool, desde que não seja descurado o paradigma de segurança social das questões de saúde.Para o Ministro combater o uso abusivo do álcool é também evitar a sinistralidade nas estradas e permitir que haja diminuição da violência doméstica.

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