UCID: “70% das pessoas que foram contempladas com habitações do Casa para Todos em Chã de Vital não deveriam beneficiar”

4/10/2019 15:23 - Modificado em 4/10/2019 15:23
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O vice-presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), João Luís, questionou nesta sexta-feira, os critérios atribuídos a 80 habitações da Casa para Todos de classe A em Chã de Vital, e acusa a Câmara Municipal de negar-lhe informações sobre os critérios dessas atribuições. Nesta senda, o dirigente avança que o partido irá solicitar, na próxima semana, uma auditoria ao processo junto do Ministério das Infraestruturas.

De acordo com, João Luís, os critérios que deveriam abranger pessoas de baixa renda, incluindo deficientes, famílias monoparentais e pessoas que auferem salários baixos, não aconteceu.

O dirigente da UCID acusa o autarca mindelense de beneficiar e selecionar quem quisesse e avança que 70% das pessoas que foram contempladas não deveriam beneficiar de tal. “O presidente rasgou a lista e começou a chamar as pessoas pelos nomes que quis. Uma maldade por parte do nosso presidente da câmara, em não beneficiar aquelas pessoas que verdadeiramente têm esta necessidade” reiterou.

Conforme, João Luís, as provas estão no terreno e questiona as condições precárias das habitações, como a falta de energia elétrica e água potável naquelas habitações.

“Estivemos no local, vimos algumas casas e falamos com algumas pessoas. E concordamos plenamente com a atribuição, apesar de ainda não ter água e algumas delas estão a viver à luz de vela. Mas como disse, as restantes 70% que representam a maioria não vão efetivamente de acordo com os propósitos da UCID e das propostas iniciais que vão para as pessoas de renda baixa” salientou o dirigente da segunda maior força política em São Vicente. 

Para apurar a verdade dos factos, a UCID vai, na próxima semana, segundo João Luís, solicitar uma auditoria ao processo, porque entende haver falta de transparência na atribuição dessas moradias. “Vamos pedir por escrito uma auditoria ao processo de distribuição dessas 80 casas. De seguida vamos dirigi-lo ao Ministério das Infraestrutura e Ordenamento do Território que faça uma auditoria para apurar a falta de transparência que a Câmara e o seu presidente têm utilizado nas distribuições destas casas” referiu, concluindo que a edilidade deveria avaliar os pedidos novamente e fazer a distribuição de acordo com critérios claros e definidos.

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