Quarta edição do Festival de Cinema Oiá este ano homenageia os primeiros vídeo clubes da ilha de São Vicente

4/10/2019 01:56 - Modificado em 4/10/2019 01:56
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Começa esta sexta-feira, em São Vicente, e decorre até ao dia 13 de Outubro a quarta edição do Festival Nacional de Cinema e Audiovisual de Cabo Verde, Oiá. Um festival que este ano, homenageia os primeiros vídeo clubes que surgiram em Cabo Verde, sobretudo, em São Vicente, pelo seu contributo à educação visual nacional.

Em entrevista, Tambla Almeida, diretor do projeto, diz que esta homenagem aos primeiros vídeo clubes que apareceram na ilha de São Vicente, serve para destacar a importância que tiveram na educação visual dos cabo-verdianos e dos cineastas nacionais e que foram encerrando com a penetração da internet. “Com o surgimento das plataformas digitais, estes espaços ficaram restrito”, declara Tambla, que considera que estes lugares “permitiram que ganhássemos bagagem visual e audiovisual, no seu esforço para trazer filmes que estreavam a nível mundial”.

O festival arranca esta sexta-feira, 04 de outubro e irá, conforme a mesma fonte continuar o processo de transformação que tem sido feito junto dos seus parceiros. “Isso porque há cada vez mais pessoas envolvidas e que criam sensibilidade para o audiovisual”, refere este responsável.

Nessa óptica o festival está dividido em quatro eixos, sendo a primeira, a vertente da exibição de filmes nacionais. “Por incrível que pareça, costumo dizer que o cinema nacional é invisível para os cabo-verdianos e, é capaz de ser mais visto for que no país e preocupamos em mostrar o que todos temos feito”, aponta Tambla que é também cineasta.

Outra vertente é a formação, uma bandeira que, segundo consta, já deu resultados em todo o sector a nível do país e por isso “temos toda a razão em continuar a trabalhar com ele e temos também, a reflexão que é um momento de debate entre os participantes e, por fim, as atividades que regressam com a programação musical, “Uvi” e que insere também uma parte ambiental, que é a plantação de árvores.

A nível de presenças, destaque para a produção nacional que é “o prato principal” e portanto, a organização quer continuar a valorizar os que trabalharam este ano, sobretudo os de São Vicente que têm estado a mostrar uma dinâmica extremamente interessante. “Acho que já está na altura de verem a cidade do Mindelo como um polo de produção, seja com Canhão de Boca, seja com Bidon, Bonecas, Serenata sem luar, o mais antigo e o mais recente que se estreia brevemente, o recém-produzido, Coração de um Poeta e que contagia a nível do país e na capital também”.

O Festival Oiá, apesar das limitações, configura-se como uma escola para jovens que têm vontade, paixão e potencialidade para a arte. “Uma escola, onde os jovens encontram quem acredita neles”.

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