Verão seguro 2019: “Houve meninas de 14 anos que foram apalpadas numa revista pessoal feita por agentes masculinos”

4/10/2019 01:26 - Modificado em 4/10/2019 01:26

Sobre o caso operação “Verão seguro 2019”, noticiado por um online e denunciado nas redes sociais por uns e defendido por outros, a questão que aqui se levanta não é o a legalidade desta acção, onde um grupo de jovens foi levado para a esquadra e posteriormente identificados e entregues aos pais.

No entanto, a questão que se levantou, foi a questão da revista pessoal feita aos menores. Conforme pudemos apurar, eram menores com uma média de idade de 16 anos.  Houve meninas de 14 anos que foram apalpadas  num revista pessoal feita por agentes masculinos.

E que a crítica refere a forma como foram abordados, com uso a revista pessoal, principalmente pelo facto de ter sido efetuada por agentes do sexo masculino, nas menores presentes.

No entanto, sabe-se que a busca pessoal pode ser realizada a qualquer tempo, caso haja alguma suspeita de atividade criminosa, que configura na posse de armas, drogas, e que deve ser feita em diferentes níveis, conforme o grau de ameaça.

Tratando-se de mulheres, a revista deve ser feita preferencialmente por uma agente mulher.  “Importante deixar claro que a finalidade da busca pessoal não é somente apurar ilícitos, mas também evitá-los”, cita o jurista Jorge Duarte, defendendo existe sim, essa necessidade de abordagem policial em mulheres, feita por uma mulher. E que para isso, a Polícia, deve prever em seus planeamentos estratégicos de policiamento, a presença de policiais femininas.

E adiantou que o trabalho da polícia é a prevenção. Portanto, a busca pessoal preventiva visa garantir a ordem pública e a incolumidade das pessoas e do património.

A busca pessoal preventiva pode ser feita como condição para entrada em instituições públicas e privadas, como recintos desportivos, que supõem a chamada revista pessoal de prevenção e segurança

  1. Kelvin da Luz

    Gostaria aqui de mostrar o NN que o mesmo contradiz quanto a revista feita por agentes masculinos a mulheres. O próprio NN cita a lei mas não diz mais nada. “Tratando-se de mulheres, a revista deve ser feita preferencialmente por uma agente mulher”, se a própria lei diz “preferencialmente” é porque a própria lei prevê que um agente masculino pode revistar uma mulher e também uma agente feminino pode revistar um homem. A lei não diz taxativamente ou expressamente que as revistas a mulheres tem de ser feita por agentes femininos ou a revista a homens tem de ser feita por agentes masculinos. O que está em jogo aqui, é que a lei diz que menores de 18 anos não podem estar na rua a “x” horas se não acompanhado de um adulto, o que não era o caso, os menores estavam todos desacompanhados e de copo na mão consumindo álcool, ou o NN quer dizer que não sabe que esses menores estavam todos no bar de shots e sushi “drinkando”, a PN fez o seu trabalho, fiscalização e cumprimento da lei. Que há “gente fina” que são hipócritas há sim, porque acham que a lei é para ser cumprida pelos favelados, pelo pessoal das fraldas e não pelos seus filhos playboyzinhos copo leite e dondocas. Sejamos sinceros e honestos nas nossas noticias sob pena de cairmos na desgraça pela boca do próprio povo que lê as noticias, quando descobrem a verdade dos factos.

  2. HS

    Não Percebi, Foram revistadas ou apalpadas???? a conotação sexual a uma atuação policial não fica nada bem ao articulista. e a Igualdade e equidade de género onde fica?
    Os rapazes não contam (“apalpar”)?

  3. joia

    Meninas de 14 anos vadiando pelas ruas da Cidade depois da meia noite. Onde os pais falharam entra a Policia ou seja o Estado para as devidas correctors.
    Para onde vai essa juventude!

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