PAICV: “Estamos convictos de que há retrocessos nas novas políticas do Governo para o sector dos Transportes Marítimos”

2/10/2019 23:56 - Modificado em 2/10/2019 23:56
Foto: Inforpress

O deputado do grupo parlamentar do PAICV (oposição), João do Carmo, na sequência do encontro com os armadores da CV Inter-ilhas e com a Associação Cabo-verdiana dos Armadores da Marinha Mercante, diz-se convicto de que há retrocessos nas novas políticas do Governo para o sector dos Transportes Marítimos.

As afirmações do deputado foram feitas no âmbito de uma série de visitas levadas a cabo em São Vicente e que se inserem nas jornadas descentralizadas, para levar os problemas da ilha ao Parlamento. Nisto, João do Carmo garante que as sucessivas declarações de membros do Governo não concretizam-se e são sinais que os resultados da concessão das linhas marítimas de passageiros e cargas não correspondem às expectativas criadas.

“O primeiro ministro de Cabo Verde anunciou que a 15 de Agosto, Cabo Verde receberia o primeiro barco novo, mas os cabo-verdianos já viram que não recebemos nenhum barco. Depois o Ministro dosTransportes veio desmentir o primeiro-ministro, dizendo que não era a 15 de Agosto, mas sim a 15 de Outubro e nós gostaríamos de dizer aos cabo-verdianos para ficarem atentos para os próximos dias, para constatarem que Governo têm. Se no dia 15 não chegar nenhum barco novo, os cabo-verdianos devem saber que estamos perante um Governo não sério e que está a brincar com os cabo-verdianos” sustentou o deputado.

Neste sentido, Carmo, assegura que as ilhas do norte estão prejudicadas em termos de transportes marítimos, e considera que a realidade poderia ser outra se aos armadores nacionais fossem dadas as mesmas condições que à empresa Cabo Verde Inter-ilhas.

“Caso a concessão fosse dada aos armadores nacionais e caso fosse também dada garantia de algum recurso financeiro, que está sendo dado à empresa portuguesa os próprios armadores nacionais resolveriam o problema dos transportes marítimos em Cabo Verde, essa é a conclusão clara” afirmou.

No entanto, João do Carmo, frisa que está a espera do término do inquérito deste concurso, levado a cabo por uma comissão, para saber que decisões serão tomadas, pela Procuradoria-Geral da República. Mas conforme adianta a mesma fonte, até ao momento, pelas indicações que dispõe há “sinais claros”de que o processo foi “mal conduzido e de favorecimento a uma empresa estrangeira”.

A jornada parlamentar do PAICV na ilha de São Vicente, que se iniciou ontem, ficou concluída na tarde desta quarta-feira, após encontros com os Sindicatos Filiados na UNTC-CS, com o presidente do Tribunal da Comarca de São Vicente e também com o Secretário do Estado da Economia Marítima.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.