Tomás de Aquino : “Joaquina Almeida está com medo de prestar contas”

2/10/2019 23:34 - Modificado em 2/10/2019 23:34
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Em resposta a declarações proferidas pela secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida, o representante da União dos Sindicatos de São Vicente, Tomás de Aquino, disse hoje que a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS) “está com medo de prestar contas”.

De realçar que, como noticiado na semana passada, a secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida, afirmou que iria ser contratada uma firma especializada para auditar as contas da anterior e da atual gestão da União dos Sindicatos de São Vicente e que dificuldades financeiras por que passa a organização têm impedido a realização das reuniões do Conselho Nacional, que devem acontecer anualmente.

Nisto, Tomás de Aquino, em conferência de imprensa, avançou que a UNTC-CS não tem contas em São Vicente. “Ela quer dar a ideia que transfere recursos financeiros para São Vicente e quer ver como esses recursos estão sendo aplicados. Que fique claro que a secretária-geral da UNTC-CS não transfere um único tostão para São Vicente. Nem uma folha de papel,” sustentou Tomás de Aquino.

O mesmo esclareceu que os recursos da União dos Sindicatos de São Vicente são provenientes dos sindicatos da ilha, pertencentes a essa mesma União, que contribuem mensalmente com valores fixos para as despesas de funcionamento.

Sobre a não realização das reuniões, o sindicalista vincou que não tem a ver com a falta de dinheiro, mas sim com o “medo que a líder da UNTC-CS tem de enfrentar conselheiros e de prestar contas”. Referindo que desde que assumiu essas funções, há quase três anos, “nunca prestou contas” ao Conselho Nacional.

Avançou a mesma fonte de que a União dos Sindicatos de São Vicente tem que prestar contas apenas aos seus próprios órgãos, que são constituídos pelas direções dos respectivos sindicatos a ela associados. Isto porque, ajuntou, ela funciona como estrutura sindical autónoma.

Do universo de 18 sindicatos que estão filiados na UNTC-CS, Tomás Aquino, salientou que existem apenas quatro sindicatos que a secretária-geral da UNTC-CS, suspendeu, de “forma abusiva e ilegal”, por estarem com as respectivas quotas de filiação em atraso.

Por fim, o sindicalista afirmou que a atual secretária geral da UNTC-CS herdou, da anterior direcção, uma “situação financeira boa e até invejável”, fruto da alienação do Centro Social 1º de Maio, na Fazenda, cidade da Praia.

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