BCV ainda não recebeu pedido para a venda das acções da CGD no BCA

2/10/2019 00:49 - Modificado em 2/10/2019 00:49

O governador do Banco de Cabo Verde (BCV) revelou que o banco central ainda não recebeu nenhum pedido para a venda das acções da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Banco Comercial do Atlântico (BCA) .

“Fomos informados da intenção da alienação da parte do capital social que é detida pela CGD junto do BCA, mas ainda não recebemos nenhum pedido”, disse João Serra aos jornalistas no final do primeiro encontro de gestão de reservas dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, realizado na Cidade da Praia.

O governador esclareceu que qualquer tipo de transação tem de ter previamente autorização do BCV e acrescentou que o banco central só vai autorizar o negócio tendo garantidas de que não haverá quaisquer problemas para o sistema financeiro nacional.

Questionado se a retirada da CGD do BCA vai enfraquecer os investimentos externos português em Cabo Verde, João Serra disse que não, já que a própria CGD vai manter a sua participação no Banco Interatlântico, onde é acionista maioritário.

“Pelos dados de que disponho, penso que não, porque o banco que vai sair do BCA vai manter com outro banco que é o Banco Interatlântico. E segundo informações obtidas, o accionista principal do Banco Interatlântico vai apostar fortemente na transformação desse banco por forma a transforma-lo num banco de investimento e, enquanto tal, acho que por esta via não haverá redução dos investimentos externos português aqui em Cabo Verde”

O capital social do BCA ascende a 1.324 milhões e 765 mil escudos e, conforme o relatório de 2017, o agrupamento CGD/Interatlântico ascende a um total de 52,65 por cento (%) do capital. O INPS tem 12,54%, a CGD 6,76%, a Garantia 5,76%, a ASA 2,17%, os trabalhadores 2,07% e outros accionistas 18,05%.

Inforpress

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