UCID: Infraestruturas anunciadas para São Vicente ainda sem arranque

1/10/2019 14:22 - Modificado em 1/10/2019 16:02

O líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, mostra-se preocupado com os investimentos anunciados para a ilha de São Vicente e que até ao momento ainda não “arrancaram”.

“O Governo está à espera do momento de pré-campanha para iniciar as obras do Terminal de Cruzeiros ou será que as condições físicas existentes na Baía da Porto Grande não dão garantias para fazer a obra”, questiona António Monteiro que elenca vários investimentos anunciados para a ilha e que os sanvicentinos continuam a espera.

Em conferência de imprensa, esta manhã, António Monteiro relembra que em janeiro de 2018, o Movimento para a Democracia, MpD, garantiu “a pés junto que o ano em causa, seria o ano de São Vicente, em que os investimentos iriam acontecer” e que passado mais de um ano e meio, a UCID contínua “preocupadíssima na medida que os investimentos para o ano e 2018 infelizmente continuam a acontecer a passo de caranguejo”.

Ao citar alguns desses investimentos, Monteiro referiu-se ao caso do Hospital Batista Sousa, cuja ampliação, conforme o líder da UCID, tanta falta faz à ilha e que infelizmente colocou-se a placa e continuamos a espera do início das obras. “Alertamos ao governo para não brincar com aquilo que é a aspiração de um povo, porque as pessoas acabarão por se cansar”, acautela.

Ainda na área de saúde, falou do Centro de Hemodiálise, cujas obras foram anunciadas e com arranque, mas mostra-se preocupado com o ritmo que estão a levar para a sua conclusão. “A demora na execução desta obra traz problemas gravíssimos às pessoas que tiverem a infelicidade de estar na dependência da hemodiálise para sobreviver. É só ver a forma como os cidadãos que saem das suas ilhas estão a viver na cidade da Praia onde tem equipamento de hemodiálise”. Por isso, pede ao governo que realmente analise esta questão e faça as démarches necessárias para que esteja pronto e entre em funcionamento o mais rapidamente possível.

Outra obra em questão é a requalificação da Orla Urbana da Baía das Gatas que, admitindo estar errado, nada se viu. Sobre o tão proclamado Terminal de Cruzeiros, acusa o governo de ora apresentar uma data, para depois dar outra. “Queremos questionar ao governo, que se está montado toda a engenharia financeira e lançado o concurso, para o gestor da obra, o que está por detrás por o não arranque da obra que os sanvicentinos estão há muitos e muitos anos à espera e que a acontecer agora, seria importante para garantir postos de trabalho para dezenas de famílias que estão a espera do início das obras para terem uma vida mais tranquila”.

No desporto, enfatiza o ensejo da população pela necessidade de se avançar com as obras para que realmente o estádio tenha condições mínimas para prática do desporto em geral e do futebol.

A única obra que se fez, foi a asfaltagem da estrada Baía-Cidade, e que mesmo esta, a UCID entende que é preciso compromisso, porquanto pela falta de passeios e passagens cria obstáculos e perigos aos transeuntes.

Perigo Ambiental

Outro tema abordado na conferência de imprensa refere-se a questão ambiental. Para António Monteiro, “O governo de Cabo Verde faz anúncios pomposos que em 2040 estaremos a 100% de energias renováveis, mas somos incapazes de internamente tratar as lixeiras das ilhas. De São Vicente à Brava, passando por Santo Antão, temos problemas gravíssimos no tratamento das lixeiras”, volta a denunciar a UCID, que ao longo dos anos tem feito várias reclamações sobre esta temática.

Atualizado às 16 horas

  1. Fernando Assis

    De São Vicente a Brava, não se passa em Santo Antão. Impossível no mundo real.

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