Augusto Neves : “Roteiros turísticos de São Vicente para que os turísticas possam conhecer melhor o que é nosso”

30/09/2019 00:37 - Modificado em 30/09/2019 00:37
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Enquadrados no projecto rede de Turismo Solidário e Sustentável São Vicente, os roteiros de turismo económico e solidário são, segundo Augusto Neves, uma forma de beneficiar directamente as comunidades e famílias com a vinda de turistas à ilha.

Para o Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, durante uma visita a um destes roteiros, este é um projecto que está ligado directamente à população. “Temos trabalhado nesses projectos, criando melhores condições de vida das comunidades, levando a que os turistas consigam realmente ter momentos de prazer e degustação daquilo que é nosso e conhecer melhor as comunidades”.

O autarca mindelense assegura que o objectivo da criação destes roteiros é, no sentido de empoderar as comunidades e dar à população condições para poder enriquecer o local, trazer mais pessoas, embelezar e poder oferecer o que têm em termos de riqueza artista e de morabeza. “São coisas de cada comunidade, que podem oferecer aos visitantes e que podem trazer muito às famílias, melhorando a sua qualidade de vida.

E também, trazer mais emprego à camada jovem, o que considera fundamental neste projecto de turismo sustentável. 

Para a Embaixadora da União Europeia, Sofia Moreia de Sousa, os resultados mostram que o projecto está bem implementado e permite ver que foi feito um trabalho com as comunidades e que as pessoas participaram. “Agora temos as condições todas montadas para que possam beneficiar das visitas de turistas e que venham conhecer melhor a ilha de São Vicente e quando passarem por estas rotas, possam conhecer e adquirir os bens, um enriquecimento de ambas as partes”, afirma.

E que sendo o turismo uma actividade económica de grande relevância para Cabo Verde, também é importante a contribuição para o tesouro nacional. “Temos trabalhado também em actividades que visam rendimentos para as comunidades, porque não é só uma questão de números, mas quando as próprias comunidades locais usufruem destes rendimentos que advêm do turismo é importante para inclusão social”.

“Quando as pessoas percebem que a vinda de turistas traz rendimentos para as suas famílias e comunidades, têm uma predisposição diferente e interacção com os turistas. Quem visita a Cabo Verde fica a conhecer Cabo Verde dos cabo-verdianos”, reitera Sofia Moreia de Sousa.

Ainda dentro deste projecto, a Aldeia piscatória de Salamansa será beneficiada com uma oficina de botes, que será, conforme o edil de São Vicente, para beneficio maior para a juventude poder construir botes e barcos. “Dará aos jovens que trabalhavam no espaço, antes sem condições, mais motivação e também outros jovens irão encaixar neste processo e teremos um lugar onde, podem receber formação e outras ilhas possam vir aqui fazer os seus botes”, destaca.

Para Jerry Soares, construtor naval da zona, este é um projecto que irá servir a toda a comunidade e será um espaço, não só de construção naval, mas também um espaço, onde outros jovens podem colocar na pratica a sua arte. 

O projecto de turismo sustentável, teve a duração de quatro anos e envolveu diversas comunidades da ilha e que teve um valor total de 529 508,76 €, financiado em 90% pela União Europeia e 10% pela Câmara Municipal de São Vicente e Pro Empresa.

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