Projecto de protecção das tartarugas marinhas em risco por falta de verbas

29/09/2019 22:52 - Modificado em 29/09/2019 22:52

Este ano a campanha de protecção de tartarugas na ilha de São Vicente teve início em Agosto e decorre até Outubro, tendo sido identificados mais de 250 ninhos, o que segundo Sandra Correia, Bióloga do INDP, são números bastante satisfatórios para a ilha.

Entretanto, para o presidente da Associação Desportiva, Recreativa, Cultural, Social e Ambiental Ponta d´Pom, neste momento, estão quase no final da campanha de conservação das tartarugas marinhas, exactamente devido à falta de financiamento.

Devido ao orçamento limitado, não conseguem abarcar outras praias além das Praias de Norte de Baía a Praia Grande, ficando as restantes desprotegidas.

Para Albertino Gonçalves, isso acontece devido a falta de recursos. “Não conseguimos fazer o mesmo nas outras praias porque não temos financiamento. Já de si o financiamento para a Praia Grande e Norte de Baía é muito limitado. Estamos quase no final da campanha protecção das tartarugas por falta de verbas”, crítica este responsável do Associação Ponta d’Pom que diz que o projecto neste momento está sem sustentabilidade. “Temos meios humanos e vontade de continuar, mas faltam recursos financeiros”, destaca.

Albertino Gonçalves diz que o custo total do programa de protecção de tartarugas é de 600 a 700 contos e que ainda este ano, foi enviado um projecto para financiamento ao Fundo do Ambiente, abrangendo toda a ilha de São Vicente por 15 meses, não obstante isso, não houve sequer uma resposta. “Não tivemos resposta se foi ou não recebido e se foi aprovado ou não. Lamentamos esta falta de sensibilidade na prática e não entendemos, como se fala tanto na protecção do ambiente, mas quando é preciso engajamento não existe” critica este responsável.

Não obstante esta falta de recursos por parte da Associação, Gonçalves garante que existe vontade e capacidade do Ponta d´Pom de mobilizar recursos humanos.

Sandra Correia, Bióloga Marinha do INDP, diz que apesar de alguns desafios a serem ultrapassados, a temporada de desova tem corrido bem.

Contrariando as declarações do presidente da Associação Ponta d’Pom, diz que neste momento a campanha cobre as praias de Norte de Baía a Praia Grande, Lazareto, Salamansa e Calhau. Com aproximadamente 250 ninhos identificados, o que para a ilha é bom e bastante motivador.

Entretanto, aponta a questão da caça, como um dos principais entraves na conservação desta espécie marinha, principalmente nas zona de Calhau e Norte Baía. “Sentimo-nos tristes quando deparamos com carcaças de tartarugas”, lamenta Sandra Correia.

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