UCID: “Situação laboral no país como um todo não é boa porque os salários são muito baixos e, com isso, as famílias não podem aspirar a ter uma vida melhor”

27/09/2019 16:16 - Modificado em 27/09/2019 16:43
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A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), terceira força política em Cabo Verde, apelou hoje ao Governo que reveja o Salário Mínimo Nacional, com um aumento para os 15 mil escudos. Entende o partido que com isso o Governo dará o exemplo para também levar o privado a ser cumpridor.

A deputada do partido Dora Pires, em conferência de imprensa, para apresentar dados sobre a visita feita, nos últimos dias, a diversos círculos no Mindelo, desafiou ainda o executivo a rever os Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCCS) que, a seu ver, não agradam os funcionários. A deputada, assegurou que, há muitas situações laborais por resolver, caso por exemplo dos marítimos que precisam de uma nova grelha salarial. “É uma classe que tem salários muito baixos, não têm um vínculo laboral, não têm segurança social e a idade de reforma está por definir”, referiu Dora Pires.

A mesma fonte enalteceu que a classe está preocupada com a falta de informações sobre a privatização dos portos. Aproveitou ainda para pedir ao Governo para subsidiar as formações marítimas na Universidade de Cabo Verde que, afirma, são importantes.

Dora Pires afirmou que em situação não muito diferente estão os bombeiros, que também aguardam o seu estatuto, e os trabalhadores do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente cujo PCCCS foi aprovado em Dezembro de 2018 e ainda não entrou em vigor.

Quanto ao novo ano lectivo que se iniciou no dia 23 Setembro, Dora Pires deixou uma felicitação particular a toda a comunidade educativa, que se estende desde alunos, professores, gestores e encarregados de educação, augurando sucesso. Entretanto, a deputada lamenta a falta de manuais escolares, que deviam estar à venda 15 dias antes do início das aulas. “As papelarias relataram-nos que fazem as requisições e fazem o pagamento, mas quando vão fazer o levantamento, estes diferem da factura pró-forma. Há queixas também em relação a distribuição dos materiais”, denunciou Dora Pires.

Em termos da visita a Alfândega do Mindelo, a mesma diz constatar que a nova lei das pequenas encomendas ainda não está a ser respeitada. “Pedimos ao Governo no sentido de rever a lei, porque as pequenas encomendas, que são retirados aqui em São Vicente, ou nas outras ilhas, tem a finalidade diferente para aquelas retiradas em Santiago, porque são para apoios familiares” sublinhou.

Neste aspecto a deputada chama a atenção do Instituto Marítimo e Portuário (IMP) que está a cobrar taxas para troca de documentos. Isto porque, afirma, quem envia um tambor paga o despacho e quem recebe também paga, ou seja, paga-se com isso duas vezes.

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