Novo ano letivo: PAICV denúncia falta de compromisso do MpD com o seu programa de governação

25/09/2019 15:46 - Modificado em 25/09/2019 15:46
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Foto: Inforpress

O PAICV acusa o MpD de não estar a cumprir com o prometido, que vai desde o alargamento da escolaridade obrigatória e gratuita até o 12º ano de escolaridade, à resolução das pendências da classe docente.

“O Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV) enquanto partido nacional saúda os cerca de 130 mil alunos que retomaram a sua atividade escolar, bem como a todos os professores e de modo particular aqueles que vão iniciar pela primeira vez essa atividade, desejando sucessos a todos”.

Em conferência de imprensa, o PAICV diz que enquanto oposição democrática com responsabilidade na fiscalização da ação governativa, não podia deixar passar este momento sem alertar os cabo-verdianos pelo facto de o governo do MpD, mais uma vez, ter falhado com os seus compromissos e promessas no sector da educação.

“Com a abertura de mais um ano letivo e após 3 anos de governação, confirma-se que o Governo do MpD não cumpriu com o compromisso, estampado no seu programa de governação, de “alargamento da escolaridade obrigatória e gratuita até o 12º ano de escolaridade” e por conseguinte a isenção de propinas até ao 12º ano”, denúncia o partido através de Walter Silva Évora, membro da Comissão Política Nacional do PAICV.

De acordo com Walter Silva Évora, nos últimos anos o país foi confrontado com graves problemas de organização do Ministério da Educação, com casos de erros imperdoáveis na elaboração de manuais escolares, com ausência de anuais, com falta de professores, com um sistema de avaliação com grande dose de subjetividade e com uma sobrecarga das famílias que passaram a ter mais custos com o transporte escolar devido à medida unilateral do Governo dos reagrupamentos escolares.

E que apesar de todos os erros cometidos nos anos anteriores, o Ministério da Educação dá sinais claros que não aprendeu com os seus próprios erros. “Não se pode compreender que ainda neste ano letivo continuamos a ter falta de salas de aulas, que continuamos a ter espaços insalubres e impróprios para o ensino, sendo o caso da localidade do Rabil na Boa Vista e Capelinha na cidade da Praia, os rostos mais visíveis desta situação”.

Sobre o caso da Boa Vista em específico, considera que é “particularmente grave, sendo a própria população da ilha a manifestar-se e a alertar pelo desprezo que este governo dá ao sector da educação na referida ilha”.

Portanto questiona, o facto de não ficar revoltado quando ano sai – ano entra e os mesmos problemas se repetem?

Como perceber que ainda faltam manuais em várias ilhas depois de se ter terminado o ano letivo anterior sem alguns dos manuais fundamentais? Como perceber que para o 9º ano de escolaridade não existem manuais e os alunos são obrigados a estudar em fichas?

Para além de tudo isso, afirma que este Governo depois de toda a publicidade feita em torno da resolução de pendências da classe docente. Mostra que não há evolução na carreira dos professores assistentes do ensino básico e secundário dos níveis I, II e III, de acordo com o estatuto. A não publicação e não pagamento das Reclassificações de agosto a dezembro de 2015 e de 2016 a 2019, entre outras pendências.

Por isso, o PAICV entende que é tempo de aprender com os erros e hajam medidas para evitar essa situação que envergonha a classe e não dignifica o país.

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