Falência da Thomas Cook afecta Cabo Verde: Hotel no Sal perde aluguer de 120 quartos por dia

23/09/2019 23:33 - Modificado em 23/09/2019 23:33
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A falência da Thomas Cook vai afectar o turismo em todo o Mundo, provocando prejuízos de milhões de euros e Cabo Verde não vai fugir a essa hecatombe.

Ainda não existem números concretos, mas este online apurou que um hotel na ilha do Sal tinha reservado para a época alta, que começa a 28 de Outubro, 120 quartos/dia à Thomas Cook. E este cenário, com maior ou menor prejuízo, vai-se repetir por outras unidades hoteleiras do Sal e da Boa Vista .

Isto são perdas para o futuro: dinheiro previsto para entrar e que não vai entrar. Resta saber a exposição das unidades hoteleiras às dividas da Thomas Cook. Ou seja: o serviço prestado e que ainda não foi cobrado. Em alguns países os turistas  que viajaram com a Thomas Cook estão ser obrigados a pagar a estadia que já tinha pago à agora falida Thomas Cook. Os gestores contactados pelo NN  dizem que o momento “é de fazer contas. E fazer um balanço da situação”. Tendo em conta que o Reino Unido, só nos primeiros seis meses deste ano, foi responsável pela chegada a Cabo Verde de mais de 100 mil turistas, muitos deles transportados pela Thomas Cook

O Governo de Cabo Verde já reagiu, através do vice-primeiro-ministro , Olavo Correia, que  espera que a falência do operador turístico britânico Thomas Cook tenha o menor impacto possível no país

“Estamos a gerir todo esse processo e esperemos que tenha o menor impacto possível na economia cabo-verdiana”. Para o governante, a falência do operador britânico é um desafio, mas também poderá vir a ser uma oportunidade, desde que o processo seja bem gerido.

Questionado se a falência do operador britânico vai afetar a meta do Governo de atingir um milhão de turistas em 2021, Olavo Correia respondeu que não, explicando que sai um operador, mas outros podem entrar e há outros que podem compensar o mercado.

“Desde que haja oferta e procura, seguramente que o mercado fará o equilíbrio, mas há um momento de curto prazo que temos que gerir com determinação, com responsabilidade e o Governo está a fazê-lo e espero que o impacto venha a ser o menor possível e consigamos rapidamente garantir um processo de transição, com normalidade e continuarmos a fazer aumentar a procura turística por Cabo Verde”, finalizou o vice-primeiro-ministro.

Com 26,6% do total das entradas, o Reino Unido foi o principal mercado emissor de turistas para Cabo Verde no segundo trimestre deste ano, seguido de Portugal (12,1%), França (11%), Alemanha (10,9%), Bélgica e Holanda (8,4%).

O operador turístico britânico Thomas Cook anunciou hoje falência depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência e, por isso, entrará em “liquidação imediata”, de acordo com um comunicado divulgado no ‘site’ do grupo.

As autoridades terão agora que organizar um repatriamento maciço de cerca de 600.000 turistas em todo o mundo, incluindo 150.000 para a Grã-Bretanha.

A grave situação financeira da empresa teve impacto imediato junto de clientes que gozam pacotes de férias no exterior, que não conseguiram sair dos complexos turísticos sem pagar os valores das estadias, mesmo depois de terem pago a estadia à Thomas Cook.

O grupo precisava de arrecadar 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) em fundos adicionais, reivindicados pelos bancos, como o RBS ou o Lloyds.

A empresa, com 178 anos de atividade, tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, mas tal foi adiado pela exigência dos bancos que o grupo tivesse novas reservas para o inverno.

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