Mindelo recebe Gala de Morna e Coladeira com vários artistas de renome e lançamento público de “Natch”

17/09/2019 13:39 - Modificado em 17/09/2019 13:53

São Vicente prepara-se para receber uma Gala de Mornas e Coladeiras, agendada para esta sexta-feira, 20 de setembro, num dos hotéis da cidade. A Gala de Mornas e Coladeiras foi apresentada hoje, em São Vicente, em conferência de imprensa.

O evento organizado por um cabo-verdiano radicado na França, Rachel Silva, tem como objetivo, além de fazer o lançamento público do cantor das ruas de Mindelo, Natch, contribuir, ainda mais, para a valorização da morna e da coladeira. Dois estilos musicais bem presentes nas noites cabo-verdianas da ilha.

Promovida pela Rachel Events, a Gala de Morna e Coladeira, tem como objetivo resgatar as noites de convivência do Mindelo. E, futuramente, ser um projeto com a ambição de viajar para outros pontos do país e quiçá, além-fronteiras, diz Rachel Silva promotor do evento, que conta ainda com as participações de Jorge Sousa, Constantino Cardoso, Nilza Xalino, Homero Fonseca e Toi Cabecinha.

A participar no evento, como membro da banda suporte, o baterista Tey Santos diz que aceitou participar do projeto, encontro entre estes dois estilos musicais pela convivência. “Será um momento de convívio entre as pessoas. Com música, diálogo, convívio, jantar e pintura. Este projeto ainda tem muito para ser desenvolvido. Antigamente existia o convívio de noites cabo-verdianas e que com o tempo foi-se perdendo, por diversos fatores ligados à indústria musical, mas este pode ser um passo para a sua recuperação,” refere Tey Santos.

Para o artista destaque da noite, Eugénio Costa dos Santos, Natch, diz que gosta de cantar para o povo, mas não leva a música muito a sério, porque sempre apareceram muitas pessoas na sua vida a prometerem mundos e fundos e no final, apenas fogo de palha. “Tem mutos que prometem chuva e dão vento”, mas agora, diz que pretende aproveitar da melhor forma esta chance que a vida lhe dá.

Para o baterista Tey Santos esta é uma oportunidade de começar a recuperar as noites de músicas tradicionais e num momento em que a morna está sendo submetida a candidatura a património imaterial da humanidade, este evento configura-se “numa força”, para ajudar neste sentido. Isso porque, segundo Tey Santos, caso isso aconteça, será um triunfo muito bom para o país e seus músicos. “Vai dar mais visibilidade à imagem de Cabo Verde”.  

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