Putin propõe à Arábia que compre mísseis russos para evitar ataques

17/09/2019 01:13 - Modificado em 17/09/2019 01:13

O Presidente russo, Vladimir Putin, propôs hoje à Arábia Saudita que adquira um sistema de mísseis antiaéreos russos para defender o seu território, após os ataques que atingiram as suas infraestruturas petrolíferas durante o fim de semana.

Estamos prontos a ajudar a Arábia Saudita para que possa proteger o seu território. Poderemos fazê-lo da mesma forma que já foi concretizada pelo Irão, que comprou os sistemas de mísseis russos S-300, e da mesma forma feita pela Turquia, ao comprar os sistemas de mísseis russos S-400″, declarou Putin em Ancara.

Estas armas “vão seguramente proteger todas as instalações de infraestruturas na Arábia Saudita”, acrescentou.

Putin falava em Ancara, onde participou na quinta cimeira trilateral sobre a Síria, com o anfitrião e Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e o líder do Irão, Hassan Rohani.

A coligação militar dirigida pela Arábia Saudita no Iémen, e que intervém desde 2015 no país vizinho, afirmou hoje que as armas utilizadas neste ataque, que provocaram uma queda para metade da produção saudita de petróleo (5,7 milhões de barris por dia, cerca de 6% do fornecimento mundial) e os receios de uma escalada militar entre Washington e Teerão, foram fabricados no Irão.

Os ataques com drones foram reivindicados pelos Huthis, apoiados pelo Irão e que controlam a maioria do norte do Iémen, incluindo a capital Sanaa. Na sequência da guerra civil iniciada em 2014, os sauditas e alguns aliados promoveram uma intervenção militar em apoio ao governo estabelecido em Aden (sul).

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, considerou que considera não existir qualquer prova que este “ataque sem precedentes contra o abastecimento energético mundial” seja proveniente do Iémen.

Washington acusa o Irão de estar na origem destes ataques. Mas Teerão, através do porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Abbas Moussavi, considerou estas acusações “absurdas” e “incompreensíveis”.

Por sua vez, a Rússia apelou hoje à comunidade internacional “que não retire conclusões precipitadas” após estes ataques.

Por Lusa

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