Em oito meses a IGAE já apreendeu cerca de 120 mil litros de aguardente de má qualidade

16/09/2019 00:29 - Modificado em 16/09/2019 00:29

Além disso já foram apreendidos mais de 500 mil litros de material utilizado na falsificação e que estas apreensões acontecem quase que diariamente, conforme o Inspector-geral das Atividades Económicas, Elisângelo Monteiro, que acrescenta ainda que a IGAE (Inspeção Geral das Atividades Económicas) tem feito intervenções noturnas, em parceira com a Polícia Nacional e as câmaras municipais, o que tem permitido apreender bebidas de produção ilegal.

Números que considera impressionantes, que dá para pensar a situação em termos de adulteração das bebidas alcoólicas comercializadas em Cabo Verde.

Em relação à produção exclusiva da aguardente de cana-de-açúcar, de janeiro até 31 de julho, foi declarado mais de um milhão e 800 mil litros deste produto, sendo Santo Antão a ilha responsável por 80 por cento desta declaração e da matéria-prima utilizada no seu fabrico.

Conforme explicou o inspector-geral das Actividades Económicas, certos fabricantes têm utilizado o açúcar refinado na produção, assim como o resíduo das caldas da cana-de-açúcar para o fabrico da aguardente, que acaba por ser um produto “prejudicial à saúde”.

“O maior problema que temos no que diz respeito ao alcoolismo no país surge justamente da utilização do resíduo da cana-de- açúcar e mais o açúcar (refinado) para reforçar a sua fermentação”, precisou.

“A redução que se verificou este ano, por causa da intensidade da fiscalização, vai ter um efeito importantíssimo no mercado, na oferta e em termos de saúde”, salientou aquele responsável, destacando a importância de se fazer o combate a nível da falsificação da produção ilegal da aguardente.

Para forçar a fermentação de determinados ingredientes usados no fabrico do grogue, alguns produtores têm utilizado produtos, como o DDT (pesticida utilizado no combate aos insectos), além de fezes humanas, assim como animais mortos, porque contêm bactérias.

O inspector-geral das Actividades Económicas afiançou que o serviço que dirige tem verificado vários destes casos atrás descritos.

“O combate que se está a fazer neste momento, em matéria de produção da aguardente, vai ter um efeito visível na saúde pública nos próximos meses”, garantiu Elisângelo Monteiro, ajuntando que a luta contra a falsificação tem sido “extremamente importante” para a redução dos casos.

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