Alveno Soares acredita que Conselho Consultivo será uma “mais-valia”, mas pede mais engajamento dos jovens

10/09/2019 14:09 - Modificado em 10/09/2019 14:09

O Conselho Consultivo para a Juventude, apresentado no Mindelo, nesta segunda-feira, 10, pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ficou marcado pela fraca adesão dos jovens. Uma oportunidade perdida pelos jovens de S. Vicente exporem as suas preocupações ao executivo, e que levou o jovem Alveno Soares, ativista social e um dos candidatos a conselheiro a reprovar a atitude dos jovens nesta temática.

 Alveno Soares, acredita que o Conselho Consultivo para a Juventude será uma “mais-valia”, porque vai apoiar o Governo e os decisores políticos de diversas áreas a tomarem decisões. Para isso entende que, esta perspetiva de não ser partidária é importante porque dá voz aos jovens que estão ativamente no terreno a trabalhar. “De certeza será uma mais-valia para diminuir esse fosso entre a classe política e aqueles que representam os jovens. Vejo nisso uma oportunidade para os jovens terem vez e voz e conseguirem também trazer outros jovens para mais perto. Os conselheiros que consigam ser selecionados servirão de ponte entre o Estado e a voz das pessoas nas comunidades” elucida este jovem.

Este ativista social e um dos candidatos a conselheiro, acrescenta que tem sido há muito tempo uma das vozes da juventude mindelense, e por isso vê a criação do Conselho Consultivo como uma janela de oportunidade para ajudar a mediar a comunicação entre a juventude sanvicentina e o Governo.

Nisto entende que, a muitas decisões da juventude que são tomadas, por pessoas que já ultrapassaram a sua juventude, vincando que os desafios e soluções são dos jovens, e que os jovens têm de fazer a sua parte. “Mas fico triste por ver uma sala com fraca adesão dos jovens que assim perderem a oportunidade de expor as suas preocupações ao Primeiro-ministro que não vem todos os dias a São Vicente. Acho que alguma coisa está mal na juventude, porque temos de ser mais participativos”.

Numa primeira fase, este jovem acredita que os conselheiros vão ter um “grande trabalho no terreno”, para identificar os problemas e tomar as melhores decisões para levar ao executivo, em áreas primordiais como o desemprego, prostituição e criminalidade. “Se os jovens não se juntarem e avançarem com propostas, estes problemas nunca vão ser resolvidos.

Mais, a nossa voz tem de ser sentida e este conselho acho que é uma grande oportunidade” concluiu este jovem que se candidatou para uma das 20 vagas para o Conselho.

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