Uma pessoa suicida-se no mundo a cada 40 segundos

10/09/2019 00:12 - Modificado em 10/09/2019 00:12

Assinala-se hoje, 10 de setembro, o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que por ano um milhão de pessoas morrem por suicídio, sendo que são de 10 a 20 milhões as tentativas de pôr termo à própria vida. Em Cabo Verde o suicídio está entre as 10 principais causas de morte.

Os dados são revelados num relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o suicídio, que é descrito como um “importante problema de saúde pública global, que afeta todas as idades, género e regiões do mundo”.

É a 13ª causa de morte a nível mundial, afetando particularmente adolescentes e adultos até aos 35 anos, e mata mais do que o cancro da mama ou a guerra. Na faixa etária entre os 15 e os 29 anos, o suicídio surge como a segunda causa que mais mata, depois dos acidentes rodoviários. As crianças também fazem parte desta triste realidade: entre crianças dos 10 aos 14 anos o suicídio é a 7ª causa de morte.

Por cada morte por suicídio há entre 10 a 20 tentativas falhadas. Os dados da OMS dizem ainda que a taxa de suicídio é maior entre os homens do que nas mulheres: em média, são três casos de suicídio de homens para cada mulher.

De acordo com a mesma fonte, 30% de casos de morte por suicídio estão relacionados à depressão, 14% derivados da esquizofrenia, sendo que a ingestão de álcool tende a ser um fator agravante, estando relacionado a 18% do número de mortes. O relatório da OMS mostra que entre 2010 e 2016 a taxa de suicídio decresceu globalmente quase 10%, mas salienta que esse declínio não ocorreu em todos os países do mundo.

O Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, assinalado a 10 de setembro, foi criado em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde. A data serve de alerta aos governos dos países e apela à prevenção.

Na prevenção do suicídio, um dos meios que ONGs e Associações teem vindo a usar, para alertar sobre este problema, são as redes sociais, lançando nestas plataformas campanhas de informação e prevenção. Nisto, recomenda um reforço das medidas que evitem os suicídios, recordando que são mortes evitáveis.

Dá o exemplo de medidas como a restrição no acesso a meios que possibilitem o suicídio, a formação de jovens para os dotar de ferramentas para a vida, a identificação precoce do risco e a interação com os média para uma comunicação responsável sobre o suicídio.

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