UCID critica aumento das taxas de despacho das pequenas encomendas

6/09/2019 16:10 - Modificado em 6/09/2019 16:10

“Porquanto a pobreza e muitas vezes a ausência da chuva e a falta de trabalho a isso obrigam, e vemos que muitas famílias conseguem ter o seu dia-a-dia com menos problemas, porque recebem dos seus familiares no estrangeiro o subsídio alimentar para poderem manter-se”.

António Monteiro referia-se assim, esta manhã, em conferência de imprensa, às novas taxas, publicadas no Boletim Oficial, para o desembargo de pequenas encomendas classificando-as de “avassaladoras”.

Para o líder da UCID, a “questão das pequenas encomendas enviadas do estrangeiro tem um peso enorme a nível da economia das famílias e com influência positiva nas vida destas”.

Segundo o mesmo, se o Governo esteve bem ao desburocratizar todo o processo de desalfandegamento das pequenas encomendas, mal esteve ao alterar os valores a serem pagos, não se justificando o aumento dessas taxas de 200 escudos para 4000 ou 5500 mil escudos.

António Monteiro salienta ainda que “a UCID entende que, por um lado, o agilizar do processo é bom, com a introdução de equipamentos, nomeadamente scanners, para evitar, expor a vida dos cidadãos da forma como infelizmente era feito, mas por outro lado entendemos que o Governo está a aproveitar-se desta situação para arrecadar mais receitas para os cofres do Estado e de forma indirecta ter mais dinheiro para poder suportar a máquina pesada do Governo que temos neste momento”.

A UCID admite que era preciso regulamentar o processo, mas não concorda com os termos dessa revisão e pede que o governo reveja o valor das taxas agora aplicadas. “Nós entendemos que era preciso regulamentar, mas o aumento da forma como foi, é, no entender da UCID descabido e lançamos um apelo ao Governo, para refletir e rever a taxa, colocando-a um nível compatível com a realidade cabo-verdiana e acima de tudo com o rendimento das pessoas que dependem das remessas dos “bidons” e dos volumes para poderem garantir o alimento na mesa no seu dia-dia”.

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