Transportes marítimos: Alcides Graça diz que houve um recuo de mais de trinta anos

4/09/2019 14:08 - Modificado em 4/09/2019 14:08

O presidente da Comissão Política regional do PAICV, em São Vicente, Alcides Graça diz que desde o dia 15 de agosto, data que marcou o arranque oficial das operações da nova concessionária de transportes marítimos CV InterIlhas, que as queixas dos utentes, empresários e condutores de passageiros e mercadorias não param.

“O serviço, neste momento, deteriorou-se consideravelmente, com um recuo de mais de trinta anos”, disse Alcides Graça afirmando que tudo isso deve-se a decisões erradas que a nova concessionária tomou, por “desconhecimento da realidade cabo-verdiana” e que agora estão a ter “efeitos negativos nas operações”.

Os maiores constrangimentos prendem-se com a venda de bilhetes que antes, eram feitos em escritórios de venda diferentes. E ao passar a funcionar como única agência armadora, a Cabo Verde Inter-Ilhas, com um único ponto de venda, era evidente este afunilamento na procura de bilhetes, o que não foi tido em consideração e acabou por bloquear o sistema”.

Agora, explica o presidente do CRP do PAICV – São Vicente, a proliferação dos pontos de venda não é solução. “A empresa deve criar as condições para haver um único ponto de venda, mas com condições dignas, de conforto e de atendimento, para atender os utentes em tempo aceitável”.

Portanto, considera que deve ser feito um investimento nesse sentido.

Outra medida que considera errada é a retirada do segundo navio desta linha. “Um erro grave, se calhar por desconhecimento da dinâmica das ligações marítimas entre estas duas ilhas. Aliás o Presidente da Câmara do Porto Novo reconheceu esta necessidade”. E que a administração da Cabo Verde Interilhas deve repor o mais rapidamente possível.

Em relação a postura do edil de São Vicente, Alcides Graça, diz lamentar o silêncio de Augusto Neves, que se omite das suas responsabilidades. “Ele foi eleito para defender os interesses dos munícipes desta ilha. E neste particular, os interesses estão seriamente ameaçados e enquanto voz do povo, deve-se pronunciar sobre este assunto”, declara Graça.

Sobre a fixação da sede da empresa na Praia, Alcides Graça diz que, apesar de parecer pouco importante é muito relevante, porque isso retirou toda a capacidade de resposta rápida aos problemas na linha mais movimentada do País, com 74% do fluxo de transporte marítima de carga e passageiros e a única considerada de confiança.

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