As drogas de ginásio que circulam sem controlo no mundo do desporto

3/09/2019 20:44 - Modificado em 3/09/2019 20:44

Tratamentos levam a introduzir no organismo até 50 vezes mais testosterona do que o necessário.

As drogas de ginásio que circulam sem controlo no mundo do desporto

Há dezenas de químicos que circulam sem controlo no mundo do desporto. Comprimidos ou injetáveis, todos servem para o mesmo objetivo: atingir o corpo de sonho o mais depressa possível. Muitas destas drogas chegam a Portugal através de circuitos ilegais. Um site, um e-mail ou um telefonema é a porta inicial. Outros destes químicos existem à venda nas farmácias, mas apenas com prescrição medica. No mercado negro duplicam de preço.

‘Investigação CM’ desta quarta-feira mostra que existe grande facilidade em comprar este tipo de drogas. A partir do momento que se encontra um vendedor, em poucos dias é possível ter disponível produto para um ou dois meses. O tema não deixa de ser tabu, os consumidores não falam e mantêm o segredo.

A toma destas drogas tem diversos sintomas associados, sendo a agressividade apenas um deles. Calvice, acne, disfunção erétil ou problemas em alguns órgãos são apenas alguns dos riscos para a saúde. Estes tratamentos levam a introduzir no organismo até 50 vezes mais testosterona do que o necessário e suportado pelo corpo.

Quando se fala de drogas de ginásio, é feita referência a químicos ilegais e sem controlo. De fora estão os suplementos vendidos em lojas ou sites certificados, como proteínas.

O mercado dos produtos ilegais é de uma dimensão estrondosa. Numa utilização básica por mês não é difícil gastar 100 ou 200 euros. Já em competições os valores disparam. Os atletas que optam por este caminho podem gastar quatro ou cinco mil euros em poucos meses.

Em Correio da Manhã

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