UCID satisfeito com a redução dos preços do Casa para Todos, mas preocupado com o montante do passivo

3/09/2019 15:03 - Modificado em 3/09/2019 15:03

O líder da UCID, António Monteiro, mostrou-se satisfeito com a eventualidade de o Governo baixar os preços dos apartamentos de classe B e C, mas mostra-se preocupado quanto ao impacto da medida nas finanças públicas.

António Monteiro, em conferência de imprensa na sede do partido, aventou que esta possibilidade é de bom grado para o partido e para os cabo-verdianos, mas as dúvidas prendem-se na forma como o executivo irá montar a engenharia financeira e as implicações económicas para o país. Mas, Monteiro entende que essa medida deve ser retroativa e abranger as pessoas que adquiriram os apartamentos antes e por um custo superior.

De acordo com o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), com base nas informações até agora transmitidas, se o Governo for adiante, essa medida irá representar um encargo para os cofres do Estado à volta de 4 a 6 milhões de contos, dependendo do abaixamento do preço.

Isto quando, o mesmo explica que pelos dados que dispõe, o Palácio da Várzea pensa em vender esses espaços por cerca de dois mil contos, quando o preço inicial era 5 mil contos. Nisto, avança que pôde-se estar a falar em cerca de onze mil quatrocentos e noventa e seis mil contos de prejuízo se for alargado o desconto para os cidadãos que compraram os seus apartamentos antes da aplicação dessa medida.

Neste âmbito, vinca, partindo do princípio de que essa despesa ficará com o Estado, lembrando que a dívida pública já ultrapassa os 130 por cento do PIB, pelo que é preciso cautela nessa matéria.

“Por razões de justiça social e para evitar que no futuro, projetos semelhantes venham a ter dificuldades porque as pessoas irão ficar à espera que haja um abaixamento do preço, aconselhamos o Governo a avançar com esta ideia, que se cubra todas as casas de classe B e C, mesmo as casas que já foram vendidas a dois, três ou quatro anos atrás”. O político da oposição acrescenta que existe um défice quantitativo e qualitativo de 100 mil habitações em Cabo Verde, o que obriga o Estado a ter uma política de habitação bem planeada.

Sobre as casas de classe A, o partido espera que o Governo e as Câmaras Municipais estabeleçam os critérios de atribuição para que não haja aproveitamentos políticos em detrimento, na ordem da necessidade e prioridade das famílias.

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