S. Vicente/Porto Novo: José Gonçalves considera que “o pior já passou”

3/09/2019 14:44 - Modificado em 3/09/2019 14:50

De viagem a Santo Antão, ida e volta, o Ministro do Turismo e Transportes e Ministro da Economia Marítima, diz que um barco por dia pode adequar aquilo que é o fluxo normal de passageiros e carga entre as duas ilhas. Contrariamente ao ministro, o presidente da Câmara Municipal do Porto Novo diz, que é preciso uma segunda embarcação, para que tudo volte à normalidade.

Depois de muitas reclamações e sobressaltos sobre o funcionamento da nova concessionária de transportes marítimos inter-ilhas, José Goncalves explicou que a viagem teve como objectivo, observar “in loco” o funcionamento das operações de transporte de passageiros, de carga e serviço de atendimento ao cliente na linha Santo Antão/São Vicente.

Na gare marítima do Porto Novo, o governante, confrontado com as reivindicações dos condutores sobre os problemas pelos quais têm passado, como a venda de bilhetes, horários das viagens, bem como o número de navios, José Gonçalves, assegura ter constatado, melhorias significativas nesta linha que “tem características próprias e muito destintas das outras linhas”, e são essas as razões destas perturbações.

Por seu lado, Anibal Fonseca, presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, acredita que tanto o governo como a CVI, estão a dar toda a cobertura necessária visando repor a normalidade. “Passos já foram dados, e, pelo menos, a venda dos bilhetes já voltou à normalidade, pelo menos em Porto Novo, estando a situação em São Vicente a ser resolvida também”. Anibal Fonseca diz-se expectante para que tudo volte à normalidade. “Para isso é necessário haver uma segunda embarcação Rol-on Rol-Off nesta linha”, opinião distinta da manifestada por José Gonçalves.

Uma linha que já teve no passado, dois a três barcos a fazer a ligação diária e que hoje, com a Cabo Verde Inter-ilhas, tem apenas uma única embarcação, que faz quatro ligações diárias, que segundo José Gonçalves, consegue dar conta do recado. Opinião contrária têm os operadores e condutores que alegam que é preciso mais um barco. “Temos este número de viagens, mas na prática a situação piorou”, dizem os condutores.

José Gonçalves diz que esta viagem foi bastante elucidativa, onde constatou que as preocupações que “temos acompanhado durante a semana toda, já introduziram melhorias substancias. A questão da venda de bilhetes é que estava a criar este estrangulamento, mas passaram a utilizar o sistema que as pessoas estavam mais habituadas que é a venda manual, que tem dado melhor resultado e celeridade”, sublinhou.

E por isso garantiu que vão ser criados pontos de venda que não seja só na cidade e em relação a venda online, já estão activos.

Por isso considera que o pior já passou e que toda esta transição aconteceu numa época com maior fluxo de pessoas e que “foi um baptismo de fogo”, em que não foi levado em conta a especificidade desta linha.

Em relação às outras linhas, José Gonçalves diz que não têm tido problemas no resto do país. E que quando ninguém diz nada é que as coisas estão a andar bem. “Havia ilhas que estavam poucos servidos e que hoje estão bem servidas na ida e volta”

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